Redes sociais são alternativa para o varejo

MEIO&MENSAGEM – 12/06/2020

Thaís Monteiro

Redes investem em soluções para funcionários das lojas físicas e também consumidores venderem online, recebendo comissão, e impulsionam a atuação multicanal durante pandemia.

Com as medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, algumas dúvidas surgiram no varejo: quanto a Covid-19 impactaria os negócios, como trabalhar o digital como um canal mais eficiente de vendas e de que forma manter o quadro de funcionários dos pontos de venda físicos. Ainda buscando respostas para essas questões, varejistas firmaram parcerias e criaram soluções para, ao mesmo tempo, ampliar as funções de seus colaboradores e ganhar mais alcance e conversão de vendas pelo comércio eletrônico.

“A estratégia de social commerce é uma tendência fortíssima para aumento nas vendas e ampliação dos canais de atendimento das marcas. A tendência é o ominichannel que remunera todos os envolvidos no processo, tanto o cliente, quanto o vendedor. O consumidor é quem manda e decide como e onde ele quer comprar”, analisa Renata Carvalho, coordenadora do Ciclo MPE da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net).

Para aproveitar a alta demanda de transações via comércio eletrônico e a mão de obra parada das lojas físicas, alguns varejistas ressignificaram as funções de seus funcionários adaptando-os para comerciantes comissionados por meio das plataformas digitais. A Via Varejo criou dois programas ancorados em sua recém-lançada plataforma Vendedor Online: o “Me chama no Zap”, para Casas Bahia, e “Vai no Contatinho”, para Pontofrio. A iniciativa destina-se aos funcionários de ambas as varejistas e conta com algumas regras.

Os vendedores podem trabalhar apenas em horário comercial (9h às 17h48), sempre contando com uma hora para almoço. Diariamente, cada vendedor recebe da plataforma uma lista de clientes. O ambiente digital apresenta sugestões de produtos e argumentos de vendas capazes de sensibilizar os consumidores já cadastrados nas lojas. A abordagem é realizada por telefone ou por intermédio da rede social. Os colaboradores também são informados e treinados sobre proteção de dados e como usar as ferramentas de forma segura para ele e o consumidor final. As vendas são comissionadas.

O Magazine Luiza já contava, desde 2015, com a plataforma Mobile Vendas, que permite ao vendedor ter acesso aos produtos do site e da loja para comercializar. De acordo com a empresa, os funcionários já têm conhecimento digital para tal. Nas lojas, eles operam com aparelhos celulares e por eles realizam todas as etapas de venda, desde a apresentação dos produtos até a entrega.

Já a Lojas Marisa lançou o programa Sou Sócia, uma plataforma de vendas online que permite a qualquer pessoa física ou jurídica se tornar vendedor virtual da marca. O comerciante recebe um código próprio ou uma URL personalizada com a identificação do usuário para compartilhar em suas redes sociais. A solução encontrada pela Lojas Marisa faz parte de uma iniciativa maior da rede, o “Movimento Volta Por Cima”, que visa ajudar a melhorar a confiança e a autoestima do público feminino impactado pela pandemia.

A íntegra desta reportagem está publicada na edição semanal de Meio & Mensagem, que até o fim de junho pode ser acessada gratuitamente pela plataforma Acervo, onde é possível consultar ainda todas as edições anteriores que circularam nos 42 anos de história da publicação. Também está aberto a todo o público, gratuitamente, o acesso à versão digital das edições semanais de Meio & Mensagem, no aplicativo para tablets, disponível nos aparelhos com sistema iOS e Android.

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