Receita do Pinterest cresce 62% no segundo trimestre

MEIO&MENSAGEM – 02/08/2019

AdAge

O Pinterest divulgou uma receita melhor que a prevista e um crescimento de usuários no segundo trimestre, impulsionando suas previsões para o ano. Seu relatório aos investidores, divulgado nessa quinta-feira, 1º, cita a forte demanda por publicidade em seu serviço de mídia social. As ações subiram 17% nas negociações até o fim do dia.

A receita do segundo trimestre cresceu 62%, para US$ 261,2 milhões, acima da média que os analistas tinham estimado, de US$ 235,8 milhões. Com sede em São Francisco, Califórnia, a companhia obteve 9 milhões de usuários mensais no trimestre, totalizando 300 milhões de usuários ativos por mês no mundo, 30% a mais que um ano atrás, de acordo com o comunicado — acima dos 287,4 milhões de usuários mensais esperados pelos analistas da Bloomberg.

A plataforma digital atribuiu os ganhos de receita ao crescimento internacional e norte-americano, e afirma que seu negócio foi “positivamente impactado pelo calendário da Páscoa”. De acordo com o Pinterest, a expectativa comercial é de chegar a US$ 1,11 bilhão em 2019, a partir do alcance previsto anteriormente e à frente das projeções dos analistas de US$ 1,08 bilhão.

O Pinterest teve um começo difícil como uma empresa de capital aberto. Depois de precificar suas ações em US$ 19 no IPO em meados de abril, elas cresceram acima de US$ 34 em suas primeiras semanas de negociação. Porém, uma fraca previsão de receita no primeiro relatório de lucros do Pinterest fez com que as ações caíssem em maio, fechando em US$ 28,30 nas negociações regulares em Nova York.

Agora, a recuperação da plataforma segue a tendência das últimas semanas na indústria de publicidade digital. Grandes empresas de tecnologia como Facebook, Google e Twitter, em que a maioria de suas receitas vem de anúncios, também divulgaram crescimento.

Apesar disso, o prejuízo líquido do segundo trimestre do Pinterest aumentou para US$ 1,16 bilhão, ou US$ 2,62 por ação, de uma perda de US$ 38,4 milhões, ou 30 centavos, de um ano antes. Excluindo o custo de remuneração baseada em ações e outros itens, a perda foi de seis centavos de dólar por ação, de acordo. Ainda abaixo da projeção média dos analistas, que seria uma perda de oito centavos de dólar por ação.

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