Raquel Fernandes: há 24 anos acompanhando os bastidores da Aner

06 de dezembro de 2021

Raquel Fernandes (à direita, de azul) durante a 5th Ibero American Magazine Média Conference, em 2014. Da esquerda para a direita Viviane Polastri, ex-assistente de eventos da Aner; Rose Liberman e Renata Teixeira da Liberman Eventos.

A história dos 35 anos da Aner pode ser contada por funcionários que vestem a camisa da associação, diariamente. Raquel Fernandes trabalha há 24 anos na Associação. Hoje, ocupa a função de assessora da Diretoria, e acompanha, em sua rotina diária os bastidores e praticamente todas as reuniões da instituição.

“Conheço a Raquel há muitos anos. Ela é uma guerreira e tem toda a memória da Aner guardada consigo”, elogia a diretora-executiva Regina Bucco.

O reconhecimento vem, também, nas palavras do presidente da Aner, Rafael Soriano:

“A contribuição da Raquel ao longo desses anos foi essencial para as realizações da Aner. Ela conhece o setor, os associados e a entidade como ninguém”, afirma.

Nesta entrevista exclusiva, Raquel relembra grandes momentos da Aner e fala sobre a importância da associação para valorização do mercado e profissionalização do setor, por estimular a troca de experiências entre os profissionais de editoras.

Como você chegou à Aner?

Trabalhei durante muitos anos em agências de publicidade (Lintas, Fischer & Justus, Young e Rubicam) na área de informações de mercado. onde conheci Jaime Troiano — hoje da Troiano Branding. Em 1987 estava procurando recolocação no mercado e entrei em contato com o Jaime que cuidava do Marketing Publicitário da Aner. Nesta época a sede da Aner era em Brasília e eu fui contratada para trabalhar no escritório da Troiano, em São Paulo.

Atualmente, qual sua função na Associação? Você sempre ocupou essa função na Aner?

Sou assessora da Diretoria desde 2001. Quando comecei a trabalhar na Aner, em 1997, era responsável pela área de Informações de Mercado, que se chamava Central Aner de Serviços (CAS). Trabalhei de 1997 a 2001 cuidando desta área. Em junho de 2001, a sede da Aner foi transferida para São Paulo. No mesmo ano foi contratada a diretora-executiva e eu passei a assessorá-la.

Como é a tua rotina de trabalho na Aner?

Acompanho as reuniões das comissões da Aner, as reuniões do Conselho, Diretoria; e sou responsável pela elaboração das atas, processo de  filiação e desfiliação dos associados da Aner e de todos os assuntos relacionados à rotina da entidade, exceto a área financeira.

Quantos e quais presidentes já passaram pela associação desde quando você chegou?

Durante o tempo em que trabalho na Aner, somam-se 11 presidentes. Duas gestões de José Carlos de Salles Neto, as gestões de Marcos Dvoskin, Carlos Roberto Berlinck, Angelo Rossi, Jairo Mendes Leal, Carlos Alzugaray. Houve, ainda, duas gestões de Frederic Kachar, duas de Roberto Muylaert, a gestão de Fábio Petrossi Gallo, e a atual, de Rafael Menin Soriano.

O que você considera mais importante no trabalho da Aner?

Considero importante a oportunidade que os editores têm de discutir os assuntos relacionados às diferentes áreas: circulação, jurídica, digital, logística etc. Também é valioso o trabalho em equipe das diferentes editoras, que se unem em prol da valorização do mercado e da profissionalização do setor; a troca de experiências entre os profissionais de editoras com perfis tão diferentes; e o trabalho de acompanhamento das ações governamentais em Brasília.

Entre as tuas lembranças, quais os momentos que mais marcaram a tua trajetória na Associação?        

São muitos! A premiação do Melhor Profissional de Revistas do ano, que aconteceu até o ano de 2001. O evento de 20 anos da Aner, com a exposição Capas 20/20 com capas históricas; a participação em dez das 12 edições do Fórum Aner, que trouxeram temas e figuras importantes do mercado nacional e internacional; os encontros que o pessoal da área de venda avulsa fazia com os jornaleiros na sede da Aner, ouvindo seus problemas e buscando soluções para o canal de vendas avulsas. Também ficou na memória a participação da Aner em temas de extrema relevância como a criação do Vale Cultura, a desoneração da folha de pagamentos, liberdade de expressão e tantos outros temas ligados ao mercado da comunicação.  O trabalho de incentivo à leitura, como o projeto “Jogue sua revista na Escola”, ação que foi desenvolvida para melhorar o hábito de leitura das crianças nas escolas públicas; campanhas criadas por grandes agências para incentivar a leitura de revistas, o aumento de share na publicidade, a campanha elaborada para as bancas de revistas, posicionando-as como Centro Cultural. Foram anos de muito trabalho e momentos muito marcantes.

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