Quatro saltos tecnológicos da CES que as marcas devem adotar

MEIO&MENSAGEM – 15/01/2021

Garett Sloane, do AdAge

Como os anunciantes podem tatear seu caminho rumo à vida dos consumidores e trabalhar com robôs para governar o futuro.

No futuro, todo mundo poderá ter sua própria cor de batom ou fragrância. Robôs sommeliers da Samsung podem buscar o vinho e colocar os pratos na lava-louça. E as marcas precisarão de um plano para se adequarem a essas massas mimadas pela tecnologia.

Uma das lições da CES deste ano, que migrou para o virtual por causa da pandemia, é que as marcas devem se adaptar ao momento. Adaptação significa flexibilidade, afirma Elav Horwitz, vice-presidente e diretor global de inovação do McCann Worldgroup. “O que antes achávamos que era enigmático, de repente se tornou necessidade”, afirmou Horwitz em uma entrevista por vídeo recapitulando a CES, que se encerra hoje.

A Consumer Technology Association moveu a CES para uma arena digital diante das restrições impostas pela Covid-19. Houve, ainda assim, dois mil exibidores online, mostrando suas inovações, incluindo a Sony, Samsung, L’Oréal, P&G e GM. Todo ano, tecnófilos no mundo da publicidade exploram os anúncios de produtos para novas formas de moldar o futuro do branding e do marketing. Aqui estão as tendências mais importantes para os anunciantes saberem.

Sem telas de toque
Claro, um dos temas da CES foi um futuro mais saudável, em que as pessoas estão mais preocupadas com seu ambiente. Isso significa que as marcas, varejistas e fabricantes estão pensando nas compras sem contato. “Todos queremos espaços higienizados”, afirma Howitz. “Então, não queremos tocar em coisas”.

Startups como a Ultraleap mostraram como as marcas podem apoiar as mais recentes tecnologias que tornam possível a interação sem contato. A companhia cria displays virtuais que estão acima de caixas eletrônicos e máquinas de checkout. A Ultraleap usa as mais novas tecnologias de rastreamento e o que é conhecido como “haptics”, que dão sensações reais às pessoas em espaços virtuais. A Lego fez parceria com a Ultraleap ano passado para criar um display interativo aos consumidores para que eles construíssem digitalmente, sem tocar um único bloquinho pegajoso de Lego (ou pisar em um).

Feedback Haptic
A bHaptics, outra statup na CES, exibiu uma roupa de corpo inteiro para gamers que imita as sensações para os usuários. A roupa é como uma primeira geração de algo que pode se tornar um macacão virtual muito mais imersivo, reminiscência do filme “Jogador número 1”. Nos últimos anos, as marcas têm ido para inovações como logos “sonoros”, então podem ser identificadas em equipamentos de áudio, com a ascensão de podcasts, apps de música e caixas de som ativadas por voz.

A  oportunidade para haptics avançados é abrir  o sentido do toque às marcas e elas poderiam construir sentimentos identificáveis em interfaces haptic.

Robôs
Não seria CES se não houvesse alguns robôs. E a Samsung fez talvez o maior burburinho com o BotHandy, um assistente pessoal que parece pronto para a Pixar. As marcas precisarão se preparar para os robôs como têm tido com os assistentes ativados por voz desta década, como Alexa e Siri.

As marcas querem ser reconhecíveis às máquinas quando estas dominarem as decisões de compra. Eletrodomésticos avançados são construídos com a flexibilidade em mente, diz Horwitz.

Fabricantes de bebidas vão querer conhecer máquinas como o Robotendy, que prepara coquetéis, uma vez que estas serão os bartenders alcançando a prateleira mais alta no futuro.

Tenha o tom
A realidade aumentada está se infiltrando em todos os cantos da atividade online, displays no mundo real e comércio. A tecnologia cresceu como um acessório divertido em apps de redes sociais como o Snapchat. Agora, a realidade aumentada permite às pessoas experimentar roupas virtualmente ou ver se um sofá vai ficar bem em sua sala, antes de comprá-lo.

Na CES, a startup Perfect exibiu o seu YouCam, tecnologia para experimentação virtual de produtos de beleza, baseada em realidade aumentada. A L’Oréal tem sido uma early adopter também. A marca também tem o Rouge Sur Mesure, da Yves Saint-Laurent, por US$ 299, desenvolvido pela Perso, que permite à consumidora criar seus próprios tons de batons em casa.

Tal personalização é o tipo de flexibilidade que os anunciantes têm falado a respeito o ano todo. É também uma oportunidade para as marcas pensarem sobre suas próprias paletas de cores e como podem servi-las às massas. A mesma tecnologia dará às marcas a habilidade de pensar sobre o sentido do olfato também. Houve aparelhos na CES, como o Aromeo, da Miscato, que cria ambientes olfativos para a casa. E Horwitz afirmou que fabricantes de perfumes estão criando fragrâncias customizadas. Todas essas são novas fronteiras para as marcas explorarem.

“Haverá parcerias entre marcas”, afirma Horwitz. “As marcas precisam reimaginar a inovação e criar opções personalizadas”.

(*) Tradução: Roseani Rocha

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