Qual é o objetivo de uma revista de moda agora?

THE NEW YORK TIMES – 09/04/2020

Elizabeth Paton e Jessica Testa

Na semana passada, a estrela de capa da Vanity Fair Itália não era uma supermodelo descansando em um iate ou uma estrela de cinema, mas uma médica especialista em pulmão vestindo um jaleco branco engomado. A Vogue Portugal optou por uma imagem monocromática de dois modelos se beijando através de máscaras faciais. O fenômeno se repete em publicações de todo o mundo fechadas após os violentos impactos da pandemia de COVID-19. Revistas de moda são veículos que vendem sonhos de consumo, mas a pandemia e o isolamento social mudou todo esse conceito. Resta saber se a mudança é definitiva.

Segundo a reportagem do jornal The New York Times, não se trata apenas de um problema criado pela crise que arrasou 2020 logo em seu começo. As revistas de moda já vinham enfrentando desafios estruturais, diante de um número maior de pessoas reavaliando sua relação moral com o consumo. “Oferecer algum escapismo e glamour ainda é importante, mas agora estou menos paranóica em conseguir essa celebridade para essa capa ou um produto exclusivo”, diz Laura Brown, editora da InStyle. “Os leitores estão dizendo que querem ver mulheres comuns fazendo coisas extraordinárias e sendo celebradas. Precisamos mostrar que estamos os ouvindo”.

Leia aqui o texto na íntegra. 

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