Publishers digitais que apontavam o futuro juntam-se aos tradicionais numa crise comum

PROXXIMA – 09/04/2019

Pyr Marcondes

Um novo modelo, ancorado em tecnologia e dados, alimentado pela programática, nascia para felicidade e espanto de todos. A mira sniper da personalização tanto do conteúdo como das mensagens, peças e campanhas comerciais. Paraíso digital na terra arrasada da mídia convencional. Só que não.

Confesso que errei. Botei a maior fé, quando eles, os publishers digitais da Nova Era, começaram a aparecer, e que Vice, Mashable, BuzzFeed e Vox seriam a grande saída para o buraco em que se meteram os publishers e as empresas de comunicação editorial e de mídia tradicionais em geral.

Um novo modelo, ancorado em tecnologia e dados, alimentado pela programática, nascia para felicidade e espanto de todos. A possibilidade de asserção à mão. A mira sniper da personalização tanto do conteúdo como das mensagens, peças e campanhas comerciais. Wunderland!  Paraíso digital na terra arrasada da mídia convencional.

Confesso que errei.

Essas empresas começam a vazar água e não parecem ter sólidos fundamentos para parar de pé num futuro não muito distante.

Torço até para estar errado aqui e certo antes, porque seria bem legal que elas dessem certo. Só que não parece o que teremos no horizonte.

Abaixo, análise da situação, no mínimo preocupante, em que se encontram esses ícones da nova mídia e do novo jornalismo.

Destaco que toda a assertividade infernal, a eficácia sem par e a agilidade única dos avanços tecnológicos digitais seguirão como a grande plataforma de tudo na mídia e na comunicação. Mas o modelo de negócios não mudou essencialmente. E aí é que o bicho pega.

Para registrar, como já fiz aqui várias vezes para quem quis ler, a única saída para todos os publishers do mundo é construírem em torno de si uma mandala de conteúdos, ativações e serviços conexos a seu foco de atividade e fugir como o Diabo da Cruz das receitas da mídia convencional.

Estamos tentando fazer isso aqui no M&M. Se vai dar certo ou não, só o futuro dirá. Mas tentar é a única opção.

E para citar apenas um exemplo circunstancial que me apareceu por acaso no Twitter, veja este site (https://digiday.com/uk/female-focused-stylist-group-opens-branded-gym-london/) voltado ao público feminino que abriu uma academia. Perfeito! É isso!

Diretor-geral da M&M Consulting

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