Publicações levam a qualidade da leitura no meio impresso para seus produtos digitais

FOLIO. 21/04/2020

Steve Smith

Entre as muitas degradações que as revistas sofreram durante a revolução digital, poucas são tão comoventes quanto a erosão da experiência em design de revistas. No entanto, algumas das marcas que celebramos por suas destacadas experiências no meio impresso têm conseguido levar esse legado para as telas da leitura digital. Publicações como The Atlantic, National Geographic e New York mostram como é possível converter antigos valores do impresso em um mundo on-line sem produzir um ambiente poluído pela confusão de anúncios, feeds com registro de data e hora, rolagens sem fim e outros recursos de interface.

“A grande parte da experiência do usuário é como as coisas são e como as pessoas se sentem”, diz Ian Adelman, diretor de criação da revista New York. “O que as revistas sempre tiveram, assim como qualquer produto, é um relacionamento muito pessoal com o público. [As revistas] fazem parte de sua auto-identidade, porque querem se associar a algo ou se sentir de uma maneira particular.”

A equipe de design da revista The Atlantic, por sua vez, esforça-se para quebrar o hábito de décadas de se referir ao público digital como usuários. “É uma coisa pequena, mas nos referimos a ‘pessoas’ interagindo com nosso produto”, diz Emily Goligoski, diretora sênior de pesquisa de audiência, destacando que o foco da publicação é a abordagem humana.

Foi assim, por exemplo, que a The Atlantic redesenhou seu aplicativo móvel. Para tanto, as equipes de design, pesquisa, editorial e ciência de dados formaram um grupo interdisciplinar que se reunia durante horas por dia. A equipe também assistiu a uma série de entrevistas para testar, aprender e repetir.

Leia aqui o texto na íntegra.

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