Privacidade ou publicidade?

ISTOÉ DINHEIRO – 13/12/2019

AIRTON SELIGMAN

O YouTube, empresa do Google, não se contentou em pagar, no começo do ano, US$ 170 milhões para resolver alegações de que violava a Lei de Proteção à Privacidade On-line Infantil, que proíbe sites de capturar dados de menores de 13 anos sem autorização dos pais. Na época, a gigante tech aceitou limitar a coleta de dados por meio de vídeos para crianças, mesmo que as pessoas que assistissem aos vídeos tivessem mais de 12 anos. Agora, o Google está solicitando à Federal Trade Commission (Comissão Federal do Comércio) que revise as regras de privacidade de crianças, a fim de facilitar ao YouTube coletar dados de adolescentes e adultos que assistem a vídeos infantis.

Só que a FTC presume que quem assiste esses vídeo são crianças mesmo. Essa suposição impede empresas como o YouTube de coletar informações pessoais desses espectadores, incluindo dados fisgados por cookies, depois usados para veicular anúncios segmentados. Na semana passada, o Google argumentou que os adultos também assistem a conteúdo destinado a crianças. “Os adultos assistem desenhos animados favoritos da infância ou os professores procuram conteúdo para compartilhar com os alunos”, escreveu a empresa no blog do YouTube Creator. O post faz parte da pressão para revisão de alguns regulamentos, o que já vem sendo estudado dentro da agência. Quatro senadores dos EUA pediram recentemente à FTC para não enfraquecer os regulamentos.

O belo Black Rock, sede da outrora poderosa CBS, durante décadas um dos maiores conglomerados de mídia dos Estados Unidos, está à venda. Localizado na Rua 52 com a Sexta Avenida e projetado pelo arquiteto Eero Saarinen, o prédio foi o símbolo da era de ouro da CBS. Ficou pronto em 1965 e desde então foi referência para os novaiorquinos. Um marco na cidade, “o prédio da CBS”. O desapego, ao contrário, significa os novos tempos: a CBS é só uma parte do grupo ViacomCBS – empresa oficialmente formada no começo de dezembro. E quem manda é a Viacom. A venda dá uma ideia de tamanho das gigantes de mídia hoje: o Black Rock seria pequeno para abrigar o novo conglomerado.

É o Superman? Não, um drone…

Não se impressione se em pouco tempo você receber seu pedido de delivery de comida por drone. É que as vendas globais de drones para empresas devem crescer 50% no ano que vem, totalizando 526 mil unidades. A projeção é da empresa de pesquisa e consultoria Gartner. Os dispositivos voadores devem ser usados em vários casos comerciais, incluindo atendimento a varejo, investigação de seguros, checagem no setor de construção e monitoramento de áreas de risco. A entrega por drone é a utilização que mais precisa de testes, por questões de segurança. Mas deve se popularizar logo: é um serviço rápido e permite aos varejistas acessar consumidores em áreas remotas.

Métrica da traição

O Ashley Madison, aplicativo de relações extraconjugais mais conhecido do planeta, descobriu que a maioria de seus integrantes prezam a lealdade. Quer dizer, a lealdade ao trabalho. Pesquisa com 1.385 pessoas realizada globalmente em 11 e 12 de novembro identificou que 74% dos usuários estão ou estiveram mais de 10 anos no mesmo emprego. A maioria (63%) dos entrevistados conseguiu seu primeiro trabalho formal antes de completar 17 anos e 34% foi empregado pela primeira vez entre 18 e 25 anos. As áreas que mais empregam traidores são: administração, negócios e finanças (26%), comércio e transporte (21%), tecnologia (15%), saúde (9%) e educação e serviços sociais (7%). Fundado em 2002, o Ashley Madison tem mais de 54 milhões de membros ao redor do mundo.

O Brasil e os gigantes da guerra cibernética

Duas gigantes da tecnologia da informação estão unindo esforços para fornecer soluções de segurança cibernética ao mercado brasileiro. A NEC, referência mundial tecnologias de rede e TI, e a Cybereason, dona de uma das plataformas de defesa mais utilizadas no mundo digital, vão trazer serviços de prevenção que podem impedir, detectar e desarmar os ciberataques mais perigosos, como fileless, ransomware, cryptojacking, IoT e ataques à rede Cloud. As empresas anunciaram também soluções de prevenção inédita no mercado a ataques in-memory.

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