Por que o profissional de comunicação precisa ter intimidade com tecnologia

COMUNIQUE-SE – 23/12/2020

Cassio Politi

A velocidade do desenvolvimento da tecnologia é exponencial. Existem teorias que mostram isso, como a Lei de Moore (que diz que a capacidade de processamento dos computadores dobra a cada 18 meses com a tecnologia embarcada neles) a Lei de Buttee (a velocidade da comunicação dobra a cada nove meses com wi-fi, 4G, 5G etc) e a Lei de Kryder (a capacidade de armazenamento por centímetro quadrado sobra a cada 13 meses).

Não são teorias de TI. Isso está acontecendo ao seu redor. Pense na velocidade dos computadores; na conexão com á internet de hoje — por mais que a gente reclame, é possível assistir à Netflix em HD com certa tranquilidade; e nos pen drives, que são muito menores do que antes e armazenam muito e têm muito mais capacidade de armazenamento.

O que isso significa?

Que a tecnologia está ao redor de quem faz comunicação e marketing digital. O profissional dessas áreas precisa se atualizar constantemente. Para Alexandre Valdivia, cofundador e co-CEO da Alice Wonders, esse processo passa por uma familiaridade maior com a tecnologia.

“Profissionais deveriam ser inquietos e buscar novidades. Eles precisam olhar a tecnologia de maneira mais profunda. Não é entender necessariamente toda a tecnologia que está por trás, mas saber como as pessoas podem usá-la. Os profissionais precisam deixar de olhar para essas soluções como uma coisa pontual, mas como algo escalável e que tem impacto no negócio para transformar a empresa no longo prazo”, recomenda Alexandre.

Ele aponta, ainda, que os produtos digitais estão mais acessíveis, em custo e na descoberta das suas respectivas aplicações e benefícios. É possível entender o funcionamento de alguns produtos digitais em fóruns, conversando com especialistas ou mesmo fuçando os manuais dessas ferramentas que fazem — ou estão prestes a fazer — parte da sua rotina.

Para o profissional de marketing, hoje em dia, interesse é uma palavra-chave para essa transformação. E agilidade é outra — no sentido de se adaptar às mudanças e associá-las ao que vinha sendo feito e ao que está sendo produzido.

Um novo perfil profissional se consolida nesse meio, então, que compreende algumas qualidades essenciais para acompanhar o dinamismo da transformação no marketing digital:

Criatividade analítica, já que os dados são garimpados para se transformarem em insights para as empresas e os clientes, ultimamente;

Agilidade para se acomodar às transformações, mas com o olhar crítico sempre em sintonia para avaliar as tendências passageiras e identificar as novas tecnologias e técnicas que chegaram para ficar;

Interesse em conhecer as novas tecnologias, como inteligência artificial, aplicativos, big data e outas. Isso tudo, e muito mais, faz parte da rotina do marketing. É preciso encarar a transformação digital como uma extensão natural do trabalho;

Sede de conhecimento para o desenvolvimento profissional, o alinhamento às demandas do mercado e também para o enriquecimento pessoal. A informação está aí, ao alcance.

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