Pesquisa Cenp e Deloitte mostra que a publicidade é responsável por 6% do PIB nacional

23 de setembro de 2021

Conselho Executivo das Normas Padrão (Cenp) divulgou hoje a pesquisa O Valor da Publicidade no Brasil, realizada pela Deloitte. O trabalho mostra impacto do setor nos negócios, na economia e na sociedade e inclui análises da publicidade em tempos de pandemia. O trabalho mostra que cada real investido em publicidade em 2020 gerou R$8,54 para a economia brasileira. O mesmo estudo já foi feito no Reino Unido e outros países.

“O efeito multiplicador do investimento em publicidade já é bem conhecido tanto pelos anunciantes quando pelos estudiosos do assunto”, diz Caio Barsotti, presidente do Cenp. “O estudo da Deloitte reafirma esta certeza e baliza o fator de multiplicação da publicidade no Brasil, mesmo em um ano marcado por enormes desafios em razão da tragédia da pandemia”.

“Investir em publicidade sempre foi um bom negócio”, diz Daniel Queiroz, presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro). “Quando associado a uma agência, o anunciante consegue construir a sua marca, aumentar a suas vendas e sustentar a sua estratégia de atuação no mercado”.

O estudo baseou-se em dados da Kantar Ibope Media e Cenp-Meios e apurou que o investimento em mídia no ano passado, da ordem de R$ 49 bilhões, foi acompanhado por um aumento do PIB estimado em R$ 418,8 bilhões.

Para Mario D’Andrea, presidente da Abap, o estudo comprova, em números, o que a entidade vem defendendo há anos: “a enorme importância da publicidade na geração de riquezas para o país. A publicidade não beneficia apenas os anunciantes e veículos, ela traz enormes benefícios econômicos para o PIB brasileiro, cria empregos, dissemina a informação. É a indústria que impulsiona as outras indústrias”.

Clarissa Gaiatto, diretora da Deloitte, explica que o estudo encomendado pelo CENP é o mais abrangente levantamento sobre o impacto da publicidade na economia do Brasil. “Compilamos, no relatório, os dados econômicos mais relevantes do setor a partir de entrevistas com líderes da publicidade no Brasil, representando agências, veículos de comunicação, entidades do setor, anunciantes, consultorias em marketing e institutos de pesquisas. O resultado traz um mapeamento rico e fundamental para que se entenda sobre os benefícios da publicidade, os desafios e tendências do setor, bem como comportamento dos consumidores”, destaca.

Veja alguns dados relevantes:

  • Entre 2001 e 2020, a taxa de crescimento anual composta dos investimentos em publicidade foi de 4,5% acima da inflação do período.
  • 71% dos domicílios no Brasil têm acesso à internet (fixa ou móvel), mas o nível de acesso reflete a desigualdade de renda no País
  • Estima-se que a contribuição da publicidade para a economia brasileira tenha sido em torno de R$ 418,8 bilhões em 2020.
  • Em 2019, cerca de 435 mil pessoas possuíam vínculo empregatício em segmentos direta ou indiretamente relacionados à publicidade
  • No Brasil, a TV aberta é a mídia de maior alcance à população, com 88% de penetração. Na sequência estão as mídias Out of Home (OOH) e digitais, com 87% de penetração cada, seguidas do rádio, com 62%. Outros tipos de mídia – como TV por assinatura, jornal, revista e cinema – têm penetração inferior a 50%. Vale ressaltar que essas mídias com menor alcance são ofertadas de forma paga na maior parte das vezes.
  • Nos últimos anos, tem crescido o tempo que os brasileiros passam usando smartphones. Entre 2017 e 2019, o tempo consumido no celular aumentou 15%, e o Brasil figura como o terceiro país com mais horas gastas por dia no celular. No mundo, espera-se que o segmento de publicidade por celulares passe de US$ 209,1 bi em 2019 para US$ 803,3 bi em 2027, com uma taxa de crescimento anual composta de 18,9% – de acordo com dados da Allied Market Research.

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