Perspectivas Aner 2022: Luiz Lara e as expectativas da publicidade para o novo ano

12 de janeiro de 2022

 

Recém-empossado em dezembro de 2021 na presidência do Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp-Meios) para um mandato de dois anos, com trabalho probono, o publicitário Luiz Lara nos deu essa entrevista exclusiva sobre as perspectivas sobre publicidade dentro da ótica do mercado editorial de revistas.

Ex-presidente da Abap, entre 2009 e 2012, além de vice-presidente por sete anos, Luiz segue como VP do Conar e é membro da Assembleia Geral da ESPM. Esteve próximo ao Cenp desde a fundação da entidade, tendo sido seu 1º VP por seis anos. Responsável pela organização do 4º e 5º Congressos da Indústria da Comunicação, entre outros eventos, ele fundou uma das maiores agências do país, a Lew’Lara\TBWA, onde trabalhou na construção e posicionamento de algumas das principais marcas do mercado brasileiro. Também conquistou vários prêmios ao longo de sua carreira, entre eles o Caboré, o Colunistas e o Effie.

Atualmente Luiz Lara é chairman do Grupo TBWA no Brasil e sócio da TO BE GOOD, atuando em advocacy e comunicação. Em paralelo, participa de várias organizações do terceiro setor, é membro do Conselho da Childhood, do Instituto de Cidadania Empresarial, Fundação Osesp e Fundação Bienal de São Paulo.

Na entrevista, Lara coloca ênfase na capacidade de produção de conteúdo de qualidade, por parte das revistas, e recomenda a dedicação dos publishers a suas plataformas digitais como formas de evidenciar seus produtos como boas oportunidades para os anunciantes.

Quais são as expectativas do mercado publicitário para o ano de 2022?

Publicitários são otimistas por definição, mas creio que podemos ter boas expectativas para o ano que começa, principalmente por conta dos sinais positivos observados pelo Cenp-Meios dos nove primeiros meses de 2020, que apontaram crescimento significativo do investimento publicitário, deixando claro que, mesmo em tempos de pandemia, as marcas precisaram manter seu tom de voz, se fazerem presentes e estarem ao lado dos consumidores. E as agências foram as grandes emuladoras criativas junto aos anunciantes, veículos e os novos elos digitais, que juntos, fizeram e fazem a roda da economia girar.

Quais os pontos de atenção a que os editores de revistas devem ficar atentos em relação ao mercado publicitário no ano que vem?

Acho que o mais importante é o que eles já vêm fazendo há vários anos: investir nas suas respectivas plataformas digitais. As marcas de revistas são ativos valiosíssimos, que são reconhecidos como tal pelos leitores, pelas empresas anunciantes, pelas agências e pelos demais elos do mercado publicitário. Revistas sempre foram e continuam sendo indispensáveis no cenário da comunicação brasileira.

Quais os planos do Cenp para envolver o mercado editorial em 2022?

Estamos passando por uma completa e profunda revisão da nossa missão, reforçando a condição do Cenp como fórum da autorregulação do mercado publicitário. Os editores de revistas, por meio da Aner, são atores imprescindíveis deste fórum, desde a sua fundação, em 1998. Temos a certeza de que eles seguirão ao nosso lado nesta nova fase do Cenp, usufruindo da ampliação do diálogo com anunciantes, agências e demais meios de comunicação.

O que você recomendaria ao mercado editorial para que possa ser bem-sucedido em relação à publicidade em 2022?

Repito: ênfase total nas respectivas plataformas digitais. As pessoas querem ter na ponta dos dedos informação de qualidade, tanto editorial quanto publicitária, e nisso as revistas brasileiras sempre deram banho.

 

 

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