Onda de tiroteios nos EUA coloca plataformas sob pressão

MEIO&MENSAGEM – 06/08/2019

Advertising Age

Nessa segunda, 6, Twitter e Facebook tiveram queda nas negociações de suas ações, devido ao impacto do anúncio do governo americano, que considerou aumentar a supervisão do governo nas plataformas sociais após os tiroteios no fim de semana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que autoridades federais trabalhem com as empresas para tentar identificar pessoas cujas postagens nas mídias sociais indiquem que elas possam cometer assassinatos em massa. Embora Trump não tenha exigido nenhuma regulamentação específica, as companhias vêm enfrentando cada vez mais pressão sobre como controlam o conteúdo que os usuários postam online e seu poder de influenciar o discurso público.

As observações do presidente vieram na sequência de uma série de ataques em El Paso, Texas, e Dayton, Ohio, que mataram 29 pessoas. O suposto atirador que matou 20 pessoas em um shopping center na cidade texana postou uma mensagem online contra imigrantes pouco antes do ataque.

O Facebook também pode estar enfrentando ameaças tangíveis. Na semana passada, a Federal Trade Commission estava examinando aquisições da multinacional como parte de uma investigação antitruste em estágio inicial.
O fundo negociado em bolsa da Global X Social Media caiu 4,2%, o maior valor desde outubro. O Twitter, a maior holding do fundo, caiu 6,3%, seu pior desempenho desde 3 de junho. O Facebook, que ocupa o segundo lugar no ranking, caiu até 4%, ampliando sua queda em relação à alta deste ano para 11%. O Snapchat caiu 4,6%, enquanto o Pinterest perdeu 4,2%.

Ações de videogames também caíram após Trump citá-los como uma causa de violência. Os fabricantes de armas de fogo cresceram em meio a pedidos renovados de medidas de controle de armas, o que é comum após tiroteios em massa.

O índice S&P 500 caiu 2,9%, uma vez que as ações dos EUA foram pressionadas pela mais recente escalada das tensões comerciais entre os EUA e a China.

Facebook fará rebranding
Apesar das polêmicas, o Facebook confirmou que vai adicionar seu nome às marcas Instagram e WhatsApp. De acordo com a Bloomberg, as plataformas serão nomeadas como “Instagram do Facebook” e “WhatsApp do Facebook”. Uma porta-voz da empresa explicou: “Queremos ser mais claros sobre os produtos e serviços que fazem parte do Facebook”.

Em março, a plataforma disse que estava “testando” os nomes e que, agora, as mudanças nas palavras aparecerão nas telas de login dos aplicativos e nas lojas Apple iOS e Google Play. Mas a iniciativa, desenvolvida para unificar as marcas no momento em que o Facebook enfrenta investigações antitruste, pode cair mal com usuários que não sabem necessariamente que são parte do Facebook.

O caso em questão se refere a um relatório do Wall Street Journal que cita uma pesquisa de marketing do Facebook dizendo que “quando os usuários do Instagram foram informados que o Facebook era dono da rede social e perguntaram sua opinião sobre a plataforma, eles a classificaram pior do que quando a conexão do Instagram com o Facebook não tinha sido feita”.

Com notícias da Bloomberg

Tradução: Amanda Schnaider

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