O desafio de editar de casa a maior revista semanal dos EUA

WWD – 23/03/2020

Kathryn Hopkins

Desde o dia 12 de março, Dan Wakeford, editor da People, comanda de casa a redação da People, um time de quase 200 profissionais. “Estamos todos nos adaptando ao novo anormal”, diz o jornalista em chamada no FaceTime, com um de seus gatos, Mikey, empoleirado no colo. “Conseguimos executar a maioria das funções. Obviamente, estamos usando as mesmas coisas que o resto da nação. Agora, somos muito mais proficientes em chamadas de Zoom, WebEx, FaceTime e Slack”, conta.

As reuniões editoriais da manhã, às vezes com a presença de 70 funcionários no escritório da People no centro de Manhattan, e, Nova York, agora são muito menores e realizadas em bate-papo por vídeo. O processo de colocar cada página da revista em mural para que todos na redação possam acompanhar o fechamento também teve que ser transformado em PDF. Pode parecer uma mudança tola, mas não para as grandes revistas. Fazer isso on-line é particularmente complicado para os editores dessas publicações. Eles costumam fazer alterações com caneta e papel e alternar as páginas para ver como elas fluem, além de selecionar as imagens certas.

Apesar das mudanças na rotina, a revista vai para a sua terceira semana em sistema remoto, sem qualquer prejuízo para os leitores da edição em papel. A People tem 36 milhões de assinantes que também acessam o on-line. Por isso, tem condições de entregar as próximas edições em versão apenas no meio digital, caso o governo norte-americano amplie as restrições para o combate ao coronavírus da COVID-19. Wakeford, entretanto, está preocupado com essa possibilidade, uma vez que muitos dos leitores preferem a experiência no meio papel. “Entendemos a gravidade dessa pandemia, claro, mas esperamos que isso não aconteça”.

Leia aqui o texto na íntegra.

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