Next, Now #02 – Novas métricas de influência

MEIO&MENSAGEM – 17/02/2020

Karina Balan e Luiz Gustavo Pacete

Em maio do ano passado, assim que o Instagram anunciou que começaria a testar a omissão de curtidas, o mercado passou a discutir o desafio das métricas e as mudanças de dinâmicas das grandes plataformas em relação ao conteúdo e engajamento gerado pelos criadores de conteúdo. Esse desafio se torna cada vez mais complexo na medida em que novas redes sociais ganham força, como Tik Tok, por exemplo, e outras não óbvias começam a ser mapeadas como Fortnite. Neste contexto, muitos dos questionamentos, atualmente, estão relacionados à evolução de novas formas de medir o engajamento e a entrega. Em entrevista ao Next, Now #02, podcast do Meio & Mensagem que trata da mudança da dinâmica do marketing e a comunicação sob o impacto da tecnologia, Inaiara Florêncio, Diretora de Social Media da SunsetDDB, explica que as métricas estão cada vez menos óbvias.

“Hoje, em muitos casos, já não é o tamanho da base ou o número de seguidores que determina a eficiência de um criador de conteúdo, a conversa é muito mais sobre engajamento do que sobre volume. Além disso, você tem hoje um nível de maturidade muito maior na dinâmica de trabalho com os microinfluenciadores”, diz Inaiara. Ela reforça, por exemplo, a importância do olhar segmentado na atuação de influência e reforça os prós e contras de avatares digitais como Lu, do Magalu, e Nat, da Natura. “Essas personas tornam a narrativa muito mais segura em relação à marca. Ou seja, a marca determina o discurso e a dinâmica desses influenciadores. No entanto, gerenciar a maneira como as pessoas se relacionam com esses perfis e que torna a dinâmica mais desafiadora.”

Inaiara alerta, inclusive, para que as empresas não percam o foco sobre o real motivo do marketing de influência e sobre a necessidade de conectar o propósito da marca com o contexto do influenciador. “Muitos criadores, hoje, ainda estão tentando entender o mercado. Ainda há muitos desafios. Apesar de nos últimos dois, três anos, esse mercado ter sido mais discutido, ainda existem questões sobre precificação e cobrança que tornam a necessidade de evolução constante”, afirma.

Selecionamos outros textos para você