Folha vai se tornar um jornal centenário em cem dias

FOLHA DE S.PAULO

Poucas empresas têm a chance de completar cem anos. No universo da mídia, que enfrenta profundas transformações desde o advento da internet, essa proeza é ainda mais incomum.

Nesse sentido, o centenário da Folha, jornal lançado em 19 de fevereiro de 1921, ganha uma importância histórica.

Em apenas cem dias, a Folha passará a integrar o restrito grupo de jornais centenários. O mais influente diário do país avança no tempo sem perder a capacidade de inovação, a credibilidade e a independência editorial.

Mais do que se vangloriar de uma história bem-sucedida, a Folha pretende aproveitar a efeméride para discutir os enormes desafios do jornalismo profissional, incentivando, inclusive, exercícios de autocrítica.

A partir de fevereiro de 2021, o jornal vai promover debates e apresentar entrevistas com grandes nomes do jornalismo internacional.

Essa série de discussões terá um olhar para fora —as inovações no front digital em outros países— sem perder de vista o que acontece aqui dentro, a realidade de um país muito desigual.

Nesse sentido, a Folha prepara uma série de vídeos com representantes de grupos da sociedade brasileira muitas vezes à margem da cobertura da imprensa.

Em meio aos preparativos para o centenário, o jornal se dedica a montar uma Redação cada vez mais diversa. Faz isso em nome da pluralidade, um dos pilares do seu projeto editorial, e com o objetivo de captar as exigências de um público leitor cada vez mais engajado em causas como o combate ao racismo estrutural.

Esse trabalho está sob os cuidados, principalmente, da editoria de Diversidade.

A longevidade na vida das pessoas e das empresas também será tema de reflexões e reportagens em diversas plataformas do jornal.

A Folha planeja ainda organizar encontros com os colunistas, exposições e edições especiais do Café da Manhã, o principal podcast do jornal.

Entre as publicações previstas para o ano que vem, está a Coleção 100 Anos de Fotografia, com dez livros de capa dura baseados no rico acervo de imagens do jornal. A cidade de São Paulo, infância, imigrantes e manifestações estão entre os temas da coleção.

Ao longo de 2021, o jornal também dará continuidade a séries ligadas ao centenário que já estão em andamento. Entre elas, está Humanos da Folha, que recupera a trajetória de profissionais que foram importantes para o crescimento do jornal.

Na edição de hoje, o destaque dessa série de perfis é Belmonte (1896-1947), o mais famoso chargista e cartunista de São Paulo nas primeiras décadas do século 20.

Belmonte começou a trabalhar na empresa em 1921, ano da fundação da Folha da Noite. Nas suas primeiras décadas, o grupo contava com três diários, Folha da Manhã, Folha da Tarde e Folha da Noite, que em 1960 se fundiram com a criação da Folha de S.Paulo.

Outros destaques são as séries Entrevistas Históricas, por meio da qual o jornal volta a publicar conversas marcantes com personalidades da política e da cultura, entre outras áreas; Como Chegar Bem aos 100, que aborda temas ligados à longevidade sob a curadoria do médico gerontólogo Alexandre Kalache; e a Primeira Vez, que lembra a estreia de palavras, expressões e personagens nas páginas do jornal por meio de uma extensa pesquisa no acervo digital.

O #TBT, toda quinta-feira, leva para o Instagram um pouco da história do jornal, com posts sobre capas marcantes, personagens importantes que apareceram nas páginas do jornal e outras curiosidades dessa trajetória centenária.

Mais novidades inesperadas virão pela frente. Essa senhora quase centenária não se cansa de surpreender seus leitores.

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