Folha chega aos 100 mais forte e olhando para o futuro

Folha de S.Paulo – Redação – 19/02/2021

Fundada em 19 de fevereiro de 1921, a Folha de S.Paulo chega aos 100 anos orgulhosa de sua trajetória, marcada por um jornalismo independente.

Mas o que, de fato, mobiliza o jornal é a obsessão pelos próximos 100 anos que virão. Como dizia Otavio Frias Filho, diretor de Redação durante 34 anos, “temos de fugir para a frente!”. Segundo ele, para a Folha continuar sendo a Folha, o melhor caminho é olhar para o futuro, pensar sempre na próxima novidade. É esse espírito inovador que continua a mover o maior jornal do Brasil.

Nos próximos dias, a Folha lança:

• a nova edição do Manual da Redação, ampliada, acrescida
de trechos sobre liberdade de expressão, diversidade, mobilidade e
assédio sexual e moral;
• a coleção 100 Anos de Fotografia, com dez livros que reúnem imagens
raras do acervo do jornal;
• a cátedra Otavio Frias Filho, na USP, voltada aos estudos sobre
jornalismo, diversidade e democracia;
• o acordo da Folha com o Público, um dos principais jornais de Portugal,
que cria um intercâmbio de publicações entre os dois veículos, levando
reportagens da Folha para os leitores portugueses e trazendo para os
brasileiros matérias do Público;
• uma parceria com a produtora Conspiração para uma coluna semanal,
com ensaios pessoais sobre situações em que acontecimentos casuais
mudaram vidas.

Outra novidade é o lançamento de um programa de treinamento para jornalistas negros, o que demonstra a atenção cada vez maior do jornal para a diversidade na Redação e nas pautas produzidas por ela. Em 2019, a Folha criou a editoria de Diversidade, dedicada à publicação de conteúdo que reflita a variedade da sociedade brasileira.

Além disso, do dia 19 de fevereiro ao final do mês, a Folha vai apresentar uma série de conteúdos inovadores em diversas plataformas. No dia 28, o último domingo do mês, publicará um especial digital e um extenso caderno de celebração do centenário. E, nos meses seguintes, sempre no dia 19, haverá o lançamento de um novo projeto.

Nos últimos meses, o jornal:
• criou a editoria de Newsletters, que envia a assinantes e-mails com uma seleção de artigos e notícias sobre economia, política, Justiça e cultura;
• aumentou o número de podcasts, liderados pelo Café da Manhã, com novo episódio em todos os dias úteis;
• • ampliou a atuação do núcleo de jornalismo de dados, o DeltaFolha, que, ao lado de outros veículos, vem tendo papel decisivo no consórcio da imprensa sobre dados da Covid-19.

A Folha também encerra a década como o jornal com mais assinantes do país, como mostram os dados consolidados sobre 2020 recém-divulgados pelo IVC Brasil (Instituto Verificador de Comunicação).

O primeiro lugar na circulação dos jornais foi assumido em 1986 e nunca mais perdido pelas mais de três décadas seguintes entre os jornais de prestígio, exceto em alguns meses. No ano passado, segundo o IVC, a Folha registrou a maior média mensal de pagantes entre os veículos, na soma de suas versões digital e impressa. No cálculo geral do ano passado, foram 337.854 exemplares diários pagos por mês, crescimento de 3% ante média de 2019.

A Folha sempre esteve na vanguarda na adoção de novas tecnologias, como a impressão diária em cores, no fim dos anos 1980. E não é diferente do mundo conectado da internet.

Trata-se do primeiro jornal a ter um site de notícias em tempo real, em 1995, a unificar suas Redações digital e impressa, em 2010, e a operá-la plenamente integrada dois anos depois.

Em 2018, novamente a Folha se descolou da concorrência ao anunciar que deixaria de publicar conteúdo no Facebook, após diminuição da visibilidade do jornalismo profissional e alta do alcance de notícias de teor duvidoso. Anos depois, após escrutínio maior de governos e anunciantes, a rede social anunciou medidas para controlar as notícias falsas na plataforma.

Assim, com a transformação digital, iniciada há uma década, a Folha foi pioneira também no modelo de negócio, em 2012, ao implementar no Brasil o chamado paywall poroso (espécie de muro de pagamento). O formato de cobrança de conteúdo no ambiente online perdura até hoje e foi adotado por outros veículos.

Com tal modelo, o crescimento das vendas de assinaturas digitais foi de 200% durante a cobertura da pandemia do coronavírus. No período, o jornal lançou uma oferta de seis meses de assinatura gratuita para profissionais da área da saúde —meses antes, já havia criado a assinatura para advogados, em parceria com a OAB.

Em abril de 2020, outro marco foi anotado: recorde de audiência. A Folha somou 73,8 milhões de visitantes únicos, segundo dados do Google Analytics. Esses internautas realizaram 176,9 milhões de visitas e clicaram em 428,4 milhões de páginas.

Esses avanços no campo digital só se tornaram possíveis graças a uma diretriz consolidada há pelo menos quatro décadas, a busca sistemática da Redação por informações exclusivas, os chamados “furos”. Todas as inovações, aliás, estão em consonância com o Projeto Folha, que preconiza um jornalismo crítico, pluralista e independente. Atuando desse modo, o jornal contribui de forma permanente para o debate das grandes questões brasileiras.

A despeito de ser um jornal de um país em desenvolvimento, a Folha guia-se por um padrão de excelência que vai além das fronteiras regionais. Tem conquistado prêmios de prestígio internacional nos últimos anos, como o Maria Moors Cabot, concedido pela Universidade Columbia, nos EUA, e o Rei da Espanha.

Aos 100 anos, o jornal continua aprendendo com as dificuldades e vigiando sem medo os poderes constituídos. E segue mais forte do que nunca para os 100 anos que virão.

 

CONTATO COM A FOLHA Renata Aparecida dos Santos
tel. + 55 11 3224-4141 e + 55 11 99948-2835
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