Cultura Snack: conteúdo breve, jornalismo intenso

ORBIS MEDIA REVIEW – 29/03/2021

ANA BRAMBILLA  

O que uma jovem nascida em 2001 tem para ensinar a jornalistas, acadêmicos e gestores de veículos da atualidade? Em poucas palavras: muita coisa.

O comentário de Melina Barragan, estudante do segundo ano de Comunicação Social da Universidad Austral, de Buenos Aires, flutuava despretensiosamente no chat da sessão online de lançamento do livro “Cultura Snack”, de Carlos Scolari, na última semana. Ela dizia:

“Nossas mentes – como produto do esquecimento – funcionam de maneira ‘micro’, ou seja, condensamos e encurtamos grandes ideias para lembrar do ‘essencial’ de cada texto, sem que isso signifique, necessariamente, uma ‘simplificação’, mas que possamos dar conta de toda a complexidade de algo em poucas palavras. Talvez os ‘microtextos’ sejam reflexo dessa natural necessidade humana.”

As linhas de Melina subiram na lateral direita da tela com a velocidade da interação de mais de 200 pessoas presentes na sessão ao vivo. Se Melina tivesse se prolongado, possivelmente eu não teria alcançado sua mensagem como, de fato, não consegui ler os comentários de vários colegas.

Meus limites não eram apenas visuais, mas cognitivos. Queria prestar atenção na fala do autor e dos painelistas. Queria visitar os links de referência que eles compartilhavam. Queria ler os comentários no chat. Queria eu mesma compartilhar meus pensamentos na ocasião. Mas era isso: uma ocasião, um momento carregado de informação. E minha atenção se pulverizava naquele turbilhão de ideias incríveis, atuais, atraentes demais para mim.

Então pergunto: em que momentos do cotidiano NÃO nos sentimos assim, atraídos por vários lados, por informações que queremos consumir?

Leia aqui a íntegra do texto.

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