Tela de apresentação com fundo branco sobre fuincionamento dos algoritmos ao lado de imagem de homem de óculos, barba e camisa listrada

Algoritmos: “Em 2020, o Google mudou as regras, em média, 12 vezes por dia”

03 de maio de 2022

Tela de apresentação com fundo branco sobre os diferentes algoritmos

Algoritmos foram o tema principal do bate-papo com o consultor em inovação digital em redações, Guilherme Ravache. Foto: reprodução de internet

O consultor e jornalista Guilherme Ravache esteve no Café com Aner desta terça-feira, 3 de maio, para um bate-papo com os editores sobre algoritmos. Ele respondeu perguntas dos jornalistas de todo o Brasil e deu dicas sore como otimizar o ranqueamento de sites na busca do Google.

“O algoritmo não é necessariamente só do Google. Facebook, TikTok, cada um tem o seu. Na verdade, os algoritmos são um conjunto de regras e operações que vão determinar o resultado de um cálculo. No caso do Google, a melhor resposta para aquilo que está sendo buscado”, explicou.

Durante o encontro ele citou dados divulgados pelo Google sobre a frequência com que os algoritmos mudam.

“Em 2020, foram 4.500 alterações na forma de pesquisa do Google. Por dia, a busca do Google mudou 12 vezes. Qual a chance de alguém acompanhar essa quantidade de mudanças por ano?”, questiona.

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SEO, novas tecnologias e os impactos no jornalismo

Seguindo a partir das palestras anteriores, no café de fevereiro sobre SEO e no de abril, sobre as influências das mudanças digitais no jornalismo, Guilherme reforçou que as respostas ainda são difíceis para uma receita exata sobre como se colocar e se manter no topo dessa vitrine. No entanto, o bom-senso e a observação do site e conteúdo a partir do ponto de vista do leitor são essenciais para acertar mais que errar na escolha das estratégias.

“Não existe resposta pronta sobre como se destacar. Algoritmos são uma série de comandos que mudam com uma frequência muito grande. Uma coisa não funciona hoje mas pode funcionar amanhã”, explica.

No entanto, ele destaca a importância de textos bem escritos, com originalidade e criatividade, para agradar à inteligência artificial. Mas a superotimização, com as regras tradicionais de SEO, podem dificultar a compreensão do conteúdo.

“Todos os grandes algoritmos usam inteligência artificial e machine learning, cada vez mais avançados”, avisa. “O Google precisa de ajuda para entender o que é o que dentro dos sites… principalmente o mais e o menos importante”.

Veja algumas dicas sobre o que os publishers devem ficar de olho em seus sites:

Core Web Vitals

Preste atenção ao Google Search Console da sua página. Nele, o Google sinaliza quais páginas estão com erros e aponta possíveis formas de correção. Implementado em 2021, o GSC tem tido peso cada vez maior no algoritmo. Se vc tiver muito erro no Search Console ou Core Web Vitals, dê atenção e corrija-os o quanto antes.

O Google está cada vez mais exigente com a qualidade de experiência do usuário. Verifique o tempo de carregamento da página, principalmente em dispositivos mobile. Erradamente, os publishers olham suas criações de dentro da redação, com wi-fi potencializado e em desktops.

O ideal é testar o carregamento em celulares, para uma boa aferição. O conteúdo deve aparecer rapidamente. O tempo de carregamento de links e botões após o clique também deve ser levado em consideração.

Outro ponto é a estabilidade visual. Páginas que “correm” quando você as abre no telefone são dos piores defeitos para o ranking do Google.

Tela de apresentação com fundo branco mostra detalhes sobre Multitask Unified Model MUMMultitask Unified Model (MUM)

Uma tecnologia nova e que altera toda a lógica já existente de algoritmos. Ela funciona melhor para que a máquina entenda contextos e, assim, retorne respostas melhores às buscas. De acordo com Guilherme, se você se colocar na posição de um humano para ler a página, certamente terá mais chances de acertar em relação ao que o algoritmo MUM quer.

Além disso, o MUM também reúne outras mídias na hora de fazer a avaliação de relevância do conteúdo e observa não só o texto, mas as imagens, vídeos e podcasts reunidos sobre o assunto buscado. Ele pode, por exemplo, buscar respostas dentro de um vídeo. Daí a importância de os editores começarem a se preocupar não só com o texto, mas também com o material que ilustra a matéria.

Mais do que estética ou câmeras de última geração, o que importa é pensar em como o vídeo responde às perguntas e problemas envolvidos com o tema daquele conteúdo.

Clique aqui para ver o pdf da apresentação feita por Guilherme Ravache

Smart devices

Por conta da proximidade da disseminação relógios e óculos smart, a tendência é que áudio e vídeo sejam cada vez mais necessários no conteúdo, porque são mais eficientes para respostas nestes dispositivos.

tela de apresentação com fundo branco mostra Google Analytics 4Mudança do Google Analytics

Com a chegada do Google Analytics 4, aumento de rigor da legislação sobre privacidade e o fim da era dos cookies de terceiros, serão necessárias outras formas de entender o comportamento dos usuários. Para isso, a aposta é nos mecanismos de machine learning, capazes de “compreender” os hábitos de consumidores/usuários.

Entra lixo, sai lixo

Se vc insere dados ruins, receberá como resposta dados ruins. O Google já teve problemas com respostas muito fora do normal e por isso estimula as pessoas a reportarem problemas. E isso vale para os publishers. Sinalizar que o resultado está errado é uma forma de estimular o Google a solucionar problemas. “Se ninguém clica nos botões para reportar esses problemas, o Google não tem como solucionar”, afirma Guilherme.

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