Acelerando com Aner e ANJ: Perfil.com cria série que promove combate às fake news

28 de julho de 2022

A Perfil.com foi uma das seis associadas à Aner selecionadas para a primeira fase do Programa Acelerando a Transformação Digital com Aner e ANJ

Em fevereiro passado, a Perfil.com foi uma das seis associadas à Aner selecionada para a primeira fase do Programa Acelerando a Transformação Digital com Aner e ANJ, do Meta Journalism Program e International Center for Journalists (ICFJ). O projeto, voltado para o combate à desinformação e às fake news consistia em desenvolver uma série de vídeos sobre os tema e hoje, o material já está no ar nas redes sociais e no YouTube.

Laurie Truitt, da Time

O processo de mentoria foi realizado por Laurie Truitt, a líder da área de marketing digital e crescimento de assinaturas da Revista Time. Laurie tem mais de 20 anos conduzindo a transformação de negócios para marcas de mídia globais.

“Graças a ela, conseguimos organizar o processo de distribuição dos episódios nas plataformas e pudemos entender o que funciona melhor para cada formato”, conta a responsável pelos projetos na Perfil.com, Lilian Coelho.

Agora, a Perfil.com entra em uma nova fase de produções. Foi selecionada, também, para o Google News Initiative (GNI) Local Lab Brasil, e terá mentoria especializada por mais 10 meses. A proposta do programa é acompanhar o veículo de forma completa, verificando pontos que podem ser aprimorados, mas Lilian Coelho já anuncia mais uma série que vai trazer o foco para a vida dos refugiados que vivem no país.

 

O que é a marca Perfil.com?

A marca Perfil.com surgiu na Argentina, com Jorge Fontevecchia, CEO da Perfil Network. Aqui no Brasil, temos, há um ano e meio, o site Perfil Brasil, braço jornalístico do grupo Perfil.

Como nasceu a ideia para este projeto de combate às fake news?

Em ano eleitoral, a exemplo do que aconteceu em 2018, as fake news proliferam. Percebemos a necessidade de alertar a população para os riscos que o processo democrático pode correr, caso a desinformação não seja coibida. Usando a internet e as redes para fazer, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, esta conscientização a respeito do que é conteúdo duvidoso e como agir.

Quem foi o mentor de vocês e como foi o processo de mentoria?

Laurie Truitt foi nossa mentora e, graças a ela, conseguimos organizar o processo de distribuição dos episódios nas plataformas e pudemos entender o que funciona melhor para cada formato (Youtube, Facebook, TikTok e Instagram)

O que você destaca como aprendizado importantes deste processo?

Por meio da mentoria, foi possível entender os mecanismos do marketing de conteúdo. Percebemos que, por meio de palavras, frases e imagens e divulgação em nosso mailing, é possível chamar a atenção do usuário das redes é possível pulverizar o nosso trabalho e, por consequência, conscientizar a população sobre a importância de barrar o compartilhamento de fake news.

O que o Programa Acelerando a Transformação Digital mudou na equipe do Perfil.com e na Editora Perfil Brasil?

Falar que “mudou tudo” é um termo amplo para o que aconteceu conosco. Nossa produção de vídeos ganhou fôlego e musculatura para seguir adiante. A editora era focada no impresso (revistas, principalmente) e o foco no digital é recente. Eu, como jornalista “de antigamente”, ainda estou aprendendo a lidar com estas novas ferramentas que já fazem parte do jornalismo que já temos e teremos no futuro próximo.

Lilian Coelho entrevista Sergio Lüdtke, do Comprova, durante um dos episódios da série

Já conseguiram avaliar o impacto deste projeto no crescimento da marca Perfil.com?

O principal ganho foi credibilidade. Quando a marca Perfil se coloca deste lado da luta (do lado da busca pela verdade) em meio à desinformação que observamos nas redes, ganhamos autoridade e relevância no meio. Quando um senador da CPI das Fake News nos brinda com sua participação, por exemplo, ganhamos um revestimento de relevância. Quando o representante do projeto Comprova se dispõe a falar conosco sobre o processo de checagem que é feito em parceria com 40 veículos, ganhamos relevância por estar “deste lado” da luta contra fake news.

Pode nos contar qual o próximo passo, a partir deste projeto?

Já estamos com várias séries em mente, com temas específicos, divididos em episódios para enfatizar cada aspecto do assunto proposto, com pluralidade. Um dos temas que já estamos trabalhando tem como foco mulheres na política. Como um eleitorado tão pujante pode ser minoria nos parlamentos? O que acontece com a força feminina, que não está refletida na política? É isso que vamos responder.

E o que você pode nos contar sobre essa nova seleção para o GNI Local Lab Brasil?

Vamos preparar uma série com cinco episódios, em forma de reportagem, com duração de 10 minutos, e levar o telespectador a um universo, desconhecido por boa parte dos brasileiros. Em cada episódio, vamos contar, com a colaboração de um refugiado, que vai nos ajudar na produção e no conteúdo editorial. Vamos falar dos desafios da xenofobia, do acolhimento e encaminhamento para o mercado de trabalho, falta de renda e conversar com ONGs que atuam para promover dignidade e formas de subsistência ao estrangeiro. São muitas histórias que recolhi nos tempos de repórter da TV Cultura e que merecem ser contadas.

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