Perspectivas Aner 2022: Tecnologia, ferramentas digitais e cibersegurança

17 de janeiro de 2022

Em quase todas as análises de cenários para 2022, a tecnologia e a implementação de iniciativas inovadoras nas plataformas digitais dos veículos é uma constante. Sendo assim, decidimos conversar com especialistas que lidam diariamente com os desafios da internet e trazer algumas dicas importantes para os publishers que querem apostar na transformação digital de suas empresas.

Para saber quais os pontos a que os editores devem ficar atentos na área de ferramentas digitais em 2022, conversamos com Marcelo Okano. Formado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP e pós-graduado em Software e Gestão de Projetos, Marcelo já atuou em centenas de projetos nacionais e internacionais de tecnologia, marketing e comunicação digital. Diretor-executivo da OKN Group, ele dedica-se ao desenvolvimento de projetos de Cloud Computing, Big Data Analytics, IA e DataScience. E presta consultoria para editoras de revistas como a Carta Capital.

Já para falar sobre outro assunto que tem tirado o sono de empresários e até mesmo de pessoas físicas, falamos com Fábio Gonçalves. Mais conhecido pelo sobrenome, Gonçalves é especialista em projetos de cibersegurança, com foco em ameaças evoluídas, ransomware, segurança de perímetro e Zero-Trust, além das soluções tradicionais de mercado. Palestrante, ele também é especialista em instruir e transformar equipes de TI profissionais capazes de parar ciberataques e manter as operações íntegras.

Veja o que estes dois profissionais destacam no horizonte de 2022

“Acredito que em 2022 observaremos uma consolidação de tendências importante para editores na área de tecnologia. A primeira delas é adesão cada vez maior à assinatura de serviços e conteúdos digitais. Definitivamente o brasileiro perdeu o medo de usar o cartão de crédito para aquisição de conteúdo online. O crescimento exponencial de plataformas como Netflix, DisneyPlus, Amazon Prime no país explica isso. Além disso, a produção de vídeos rápidos, catapultada pela disputa entre Tiktok e Instagram vai continuar em alta e várias empresas estão investindo em conteúdo “tiktokizado” impulsionados por algoritmos cada vez mais sofisticados que detectam a preferência de usuários por certos temas. Por outro locado, também vai crescer a adesão à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) já que o respeito à privacidade não é mais uma opção, mas sim lei. Isso acontece porque as empresas perceberam que necessitam cada vez mais de dados para apoiar decisões de negócios e muitas vezes estes dados de clientes são coletados para o uso num processo futuro de automação de marketing, CMR ou vendas, visando redução de custos operacional, como Salesforce e Hubspot.

Na gestão com os clientes, também temos a consolidação de ferramentas que permitem o atendimento online por Whatsapp, Instagram e Facebook de forma integrada permitindo a criação de bots inteligentes, destacando a TakeBlip, Zenvia e MKTZap.

Aliás, devido ao home office, explodiu no Brasil o uso de ferramentas para controle de processos como o Monday, ClickUp e Pipefy, que estão trazendo um ganho de produtividade enorme nas empresas que precisaram se digitalizar, de forma emergencial, durante a pandemia que perdeu sua força, mas ainda não tem data para acabar”.

Marcelo Okano é diretor-executivo da OKN Group e desenvolve projetos de Cloud Computing, Big Data Analytics, IA e DataScience e presta consultoria para editoras de revistas.

Cibersegurança depende de bons hábitos na equipe

“O ano de 2022 ainda terá como protagonista o home office e com ele, grandes desafios. O Brasil está entre os dez países mais atingidos por ataques hackers, mais especificamente pelo tipo ransomware, onde seus arquivos são sequestrados digitalmente e os cibercriminosos exigem resgate para devolver seus dados. Não recomendo pagar resgates, porque além de financiar essa indústria, você não tem quaisquer garantias que eles cumprirão sua parte no acordo. Simplesmente porque não dá para confiar na palavra de um criminoso. Vimos, em 2021, golpes em empresas de grande porte, como o ataque contra a JBS, Renner entre outras, e isso serviu de alerta para empresários sobre a necessidade de entender mais sobre esse tema. Nenhuma empresa é pequena demais para virar alvo, como nenhuma empresa de grande porte, apesar de seus investimentos em tecnologia, estão livres de sofrerem um ataque hacker ou um ataque ransomware“.

Fábio Gonçalves, conhecido no mercado pelo sobrenome Gonçalves, é especialista em projetos de cibersegurança, com foco em ameaças evoluídas, ransomware, segurança de perímetro e Zero-Trust, além das soluções tradicionais de mercado.

Veja as dicas de Gonçalves para manter seu negócio seguro
  • Home office

O home office veio para ficar e é preciso ter um mindset de segurança. Tudo começa pela cultura de segurança da Informação, também conhecida como cultura SEC! Treinar seu time com palestras e workshops sobre o tema é um ótimo começo!

  • Postura Cloud

Dê preferência aos sistemas em nuvem. Eles aderem muito bem ao formato home office. Nesse conjunto, a utilização de sistemas de segurança gerenciados em nuvem, além da proteção, trará dados relevantes para saber onde você deve apontar seus esforços e orçamentos. E lembre-se que só senha de acesso não é suficiente. Múltiplo Fator de Autenticação (MFA) ativado para tudo, é essencial!

  • Uso de dispositivos mobiles (smartphones e tablets) e computadores pessoais.

Agora dispositivos pessoais entram definitivamente no jogo e saber como e quando usá-los pode ser determinante. Esse tema é bem controverso e normalmente essa decisão é tomada conforme a cultura da empresa. O fato é: Se o dispositivo é utilizado para trabalho, tem que estar protegido e ser gerenciado pela empresa. Não vale a utilização de soluções de segurança para uso pessoal ou gratuitos em dispositivos que acessam dados sensíveis da empresa.

  • Dica de como escolher a solução ideal de segurança endpoint:

Escolha uma solução que compartilhe informações com o seu firewall, possua machine learning (aprendizado de máquina), ferramentas contra-ataques de Zero Day, integração com EDR e, principalmente, proteger o computador contra os ataques de ransomwares.

  • Avalie a postura de Segurança da Informação dos seus fornecedores e parceiros de negócios

Praticamente uma a cada dez vítimas de ransomware (9%) disse que o ataque encontrou a sua porta de entrada através de um fornecedor terceirizado de confiança, de acordo com a pesquisa da Sophos de 2020, realizada com 5 mil gerentes de TI em 26 países.

A responsabilidade dos dados de seus clientes é compartilhada entre sua empresa e o seu parceiro e/ou fornecedores, dependendo do seu negócio e que tipo de informação vocês trocam. Por isso é importante você entender se eles já se adequaram ou estão se adequando para atender à LGDP. Elabore um formulário e entregue para todos os seus fornecedores e parceiros, para saber quem já está em conformidade com a LGPD.

  • Convença seu time

Convença seu time de que a cibersegurança é importante! Esse passo pode garantir que você entre com o pé direito no assunto em 2022.

 

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