Iberoamericano repercute na imprensa especializada

O 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, realizado em São Paulo nos dias 22 e 23 desse mês, teve ampla cobertura da imprensa nacional. Jornalistas de veículos especializados na cobertura de comunicação como Meio&Mensagem, PropMark e Portal Imprensa estiveram presentes ao longo dos dois dias de palestras, assim como veículos de cobertura generalista, como o jornal Folha de S. Paulo. Abaixo, segue a íntegra das principais matérias publicadas até o momento sobre o evento.

  • FOLHA DE S. PAULO: Jornalista deve saber ampliar a busca por suas reportagens, diz Sérgio Dávila
  • PROPMARK: Inovação é tema de encontro da ANER
  • PROPMARK: Convergência no centro do debate
  • MEIO&MENSAGEM: Conteúdo e mobile para crescer
  • MEIO&MENSAGEM: ANER debate inovação no mercado de revistas
  • PORTAL IMPRENSA: Anúncios comestíveis ou com carregador solar integram hall de inovações em revistas
  • PORTAL IMPRENSA: Profissionais de mídia discutem tendência da publicidade nativa e engajamento na web
  • PROXXIMA: O que a Vice ensina ao mercado de comunicação e marketing
  • PROXXIMA: Editorial: plataforma is the new black entre publishers globais

Jornalista deve saber ampliar a busca por suas reportagens, diz Sérgio Dávila

Folha de S. Paulo

O jornalista hoje tem que ser capaz não apenas de produzir conteúdo em diferentes plataformas e mídias, mas também pensar em títulos que ampliem a buscabilidade de suas próprias reportagens.

A boa notícia, segundo Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha, é que a nova geração que sai das faculdades e cursos de jornalismo “já vem com esse chip multimídia rodando”.

Ao falar sobre o “jornalista multitarefa e multimídia” durante a 5ª Conferência Ibero-americana de Revistas, Dávila ressaltou a importância de se ter um olhar holístico para as coberturas jornalísticas.

Ele citou a jornalista da Folha Patrícia Campos Mello, enviada recentemente para Serra Leoa para cobrir a epidemia do ebola e que produziu, junto com o fotógrafo Avener Prado, material não apenas para o jornal impresso, mas também imagens para a “TV Folha” e textos para a internet e para sua coluna digital. Dávila lembrou, contudo, que não é de hoje que os jornalistas são confrontados com novas tecnologias que interferem no modo de produção de notícias.

Uma das maiores revoluções, lembrou, ocorreu há dois séculos, quando surgiu o telégrafo, inaugurando a era da objetividade jornalística. Como a transmissão era cobrada de acordo com a quantidade de códigos a serem transmitidos, as reportagens passaram a ter lide (parágrafo inicial de uma reportagem) e a responder a cinco perguntas clássicas (o que, quem, como, onde e por quê?).

“A inovação e a necessidade financeira fizeram os textos ficarem mais objetivos”, disse Dávila.

Depois vieram o telex, o celular e a internet. “O jornalista sempre foi multitarefa na produção da notícia, mas o meio de distribuição do conteúdo é que variava pouco”, disse ele, ressaltando que nenhuma redação pode prescindir de jornalistas experientes. “Hoje um repórter que saiba escrever códigos de computação vale tanto quando um que saiba mandarim.”

Integração – Dávila falou ainda do processo de integração das redações impresso e digital da Folha, que se deu em 2010. “A integração está aquém do que a gente gostaria, mas avançou bastante.”

Ele lembrou que a Redação hoje funciona 24 horas e que qualquer jornalista que vai para a rua tem que ser capaz de trazer informação com rapidez e em diferentes formatos. “É a edição que vai definir como dar fluxo para esse material. Se vai transformar aquele conteúdo em SMS, flash de notícia, matéria para o jornal no dia seguinte ou para a ‘TV Folha’.”

O editor-executivo da Folha contou ainda que uma porcentagem do orçamento da Redação é destinada à formação dos profissionais e que qualquer jornalista que solicitar um curso para aprender novas tecnologias terá sua demanda atendida. “Temos um instrutor na Redação que dá curso de qualquer desafio tecnológico que se apresente.”

Apesar das mudanças tecnológicas, Dávila avalia que de nada adianta ter uma redação multitarefa e multimídia que não seja capaz de produzir furos jornalísticos. “É como uma Ferrari sem gasolina.”

Ele contou que um dos mais importantes furos produzidos pela Folha neste ano -sobre a pista de pouso do aeroporto Cláudio, na fazenda de familiares do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), do repórter Lucas Ferraz- foi obtido da forma mais antiga possível: “Gastando sola de sapato”.

LINK: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1521249-jornalista-deve-saber-expandir-alcance-de-suas-reportagens-diz-sergio-davila.shtml

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Inovação é tema de encontro da ANER

Por Andréa Valerio / Propmark

A busca por inovação e a evolução do meio digital foram os principais destaques do primeiro dia da 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, evento promovido pela ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas), realizado nesta segunda (22) e terça-feira (23), em São Paulo.

Um dos palestrantes do encontro foi John Wilpers, diretor da consultoria norte-americana Innovation Media Consulting. O executivo falou sobre a importância de buscar diferenciais e de tentar misturar ações digitais no impresso. Ele citou como exemplo anúncios crossmedia que tiveram bastante destaque. Um deles foi uma campanha da Fanta, que lançou, em 2013, segundo ele, o primeiro anúncio comestível do mundo. O leitor conseguia sentir o gosto da laranja se comesse um pedaço do papel.

Também destacou o case de Nivea Sun, criado pela então Giovanni+Draftfcb, atual FCB Brasil. Um anúncio publicado na Veja Rio trazia uma pequena placa solar com um plug USB no qual as pessoas podiam conectar seu aparelho, enquanto estivessem na praia. Wilpers também falou de alguns formatos da web que têm predominado como os vídeos. Ele destacou que no jornal The New York Times, por exemplo, são produzidos 300 anúncios em vídeo por mês, a maioria deles, usando o Vine como plataforma.

Outro palestrante do encontro foi Peter Kreisky, presidente da Kreisky Media Consultancy, que também falou da importância de inovar, pensar em novos modelos de negócio e de entender que o digital deve vir em primeiro lugar. O executivo citou exemplos de publicações que antes eram focadas apenas no impresso e que conseguiram novas alternativas para competir neste mercado. Entre elas a Duell Magazine, a Gloamour Magazine e o Washington Post. Segundo ele, as empresas precisam pensar como nativos digitais e buscar novos formatos de negócios.

Em sua apresentação, Chris Llewellyn, Ceo da Fipp, também reforçou que o consumidor está migrando para o digital e é preciso acompanhar esse movimento. O executivo ressaltou a necessidade de se trabalhar como uma plataforma de comunicação e não apenas como um veículo, que atua em um único segmento.

Publicidade – Celso Loducca, da Lodduca, Paulo Sérgio Kakinoff, da Gol Linhas Aéreas e Frederic Kachar, presidente da Associação Nacional de Revistas e diretor geral da editora Globo, falaram sobre o tema: “O que as agência de publicidade e os anunciantes esperam do meio revista.”

Kachar falou da necessidade de ampliar a atuação nesse meio e destacou que apesar da perda de share na publicidade, o mercado continua robusto e hoje conta com 100 milhões de leitores em todo o Brasil. Ele disse que as revistas continuam sendo o meio mais confiável e com mais credibilidade para os leitores.

Loducca disse, por sua vez, que o principal ponto que as revistas precisam entender é que as mudanças estão acontecendo e é preciso acompanhar. Para ele, mudou o jeito de se existir em sociedade, então o conteúdo não pode ser mais centralizado, tem que ser distribuído. “O negócio é buscar inovação e inovar é juntar o que já existe de um jeito que importa para as pessoas.” O publicitário acredita que as revistas ainda adotam uma postura “eu produzo” e “você consome” e o que os leitores querem é se relacionar com o meio, como acontece no digital.

Já Kakinoff afirmou que a revista sempre foi o principal canal de explicação de um produto, hoje, passou a ser um meio alternativo para levar uma mensagem no momento em que o leitor está se desconectando de todas as mídias online. Ele lembrou que a companhia diminuiu seu investimento no meio em 2012, mas 2013 e 2014 foi retomado. “Hoje, da verba de R$ 100 milhões, R$ 10 milhões vão para as revistas.”

Durante sua apresentação, o executivo contou que, a partir deste mês, a revista da Gol também passa a ser comercializada em banca.

LINK: http://propmark.uol.com.br/mercado/49851:inovacao-e-tema-de-encontro-da-aner

Convergência de mídia é debatida em encontro da ANER

Por Vinicius Novaes / Propmark

Convergência. Essa foi a palavra que permeou o painel que reuniu os líderes das empresas de mídia durante o 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, evento promovido pela Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), que terminou nesta terça-feira (23) em São Paulo. Jorge Fontevecchia, presidente e CEO da Editora Perfil, da Argentina, defendeu a ideia de que uma empresa de mídia madura precisa explorar outros mercados.

Para ele, o ideal é que haja uma convergência de mídias. “Se pensarmos em apenas uma mídia, estamos fadados à morte”, afirmou. Como exemplo, o empresário e jornalista citou a Argentina. Em seu país, explicou, as empresas trabalham para desenvolver e integrar os meios de comunicação.

“Nós compramos uma emissora de rádio e vamos integrar com o jornal, revista, internet e televisão”, disse. “O mundo da comunicação caminha para isso”, completou. Ainda segundo Fontevecchia, “a internet é um veículo de comunicação que tem como principal objetivo convergir os outros veículos”.

Marcelo Burman, CEO do Grupo Cerca, da Costa Rica, contou sobre o mercado de comunicação em seu país. Segundo o empresário, 70% do faturamento vem da mídia impressa. “É uma situação bem diferente do Brasil e da Argentina”, disse. Burman ainda revelou a meta de seu trabalho. “O mais importante por lá é eu ser relevante para o meu público, independente da plataforma”, destacou.

Mercado brasileiro – Fábio Barbosa, presidente do Grupo Abril, foi um dos participantes do painel. Ele revelou que, atualmente, a concorrência vai muito mais além das outras publicações. “Hoje, nós estamos competindo com tudo aquilo que toma tempo”, disse. “As redes sociais, por exemplo, são os nossos principais concorrentes”, complementou.

Barbosa citou a assinatura como um vínculo que a editora tem com o leitor. “A assinatura é um voto de confiança. O leitor paga por um conteúdo que ainda será produzido durante o ano”, ressaltou. Ainda sobre a relação com o leitor, o presidente do Grupo Abril comemorou o fato de ter levado muitos leitores das revistas da editora para o universo online. “Temos números no universo online que mostram que houve esse aumento de leitores nas nossas plataformas online”, exemplificou.

LINK: http://propmark.uol.com.br/mercado/49871:convergencia-de-midia-e-debatida-em-encontro-da-aner

Conteúdo e mobile para crescer

Por Mirella Portiolli / Meio&Mensagem

Conteúdo em vídeos, smartphones e aplicativos. Esses são alguns dos dispositivos que editores e anunciantes podem aproveitar para aquecer o segmento de revistas no Brasil.

Segundo estudo apresentado por Martha Stone, CEO da World Newsmedia Network, na manhã desta terça-feira, 23, no palco da 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, a publicidade em mídias sociais crescerá 9,6% na América Latina, segundo projeção. Diferentemente do que acontece em outras regiões, Martha destacou que o meio revista, tem crescimento considerável, de dois dígitos por ano.

Realizado há nove anos, o estudo “Oportunidades digitais para editores de revistas” também mostrou que o Brasil é o quarto país que mais gasta tempo diante das telas. Atrás de Indonésia, Índia e China, o País acumula diariamente, em média, 113 minutos em frente à TV, 149 minutos diante do notebook e 66 minutos olhando para o tablet, por brasileiro.

“Os números estão crescendo e vocês devem tentar abocanhar essa fatia, e não compartilhar com gigantes da internet”, disse Martha ao sugerir que concorrentes do mercado se unam para formar conteúdo de qualidade. A força das editorias nesse universo, inclusive, foi um dos temas do primeiro dia do evento, na mesa apresentada por Flávio Ferrari, diretor geral da Ipsos MediaCT.

Os jornalistas e profissionais da área também tiveram destaque neste último dia de evento. Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de S.Paulo, e Newton Neto, do Google, falaram sobre a importância do jornalista multiplataforma e multimídia.

Engajamento com publicidade – Depois de entender as oportunidades e valorizar os criadores de conteúdo, o evento discutiu formas de inserir as marcas no painel moderado por José Carlos de Salles Gomes Neto, presidente do Grupo Meio & Mensagem, com representantes de agência, veículo e anunciante.

Na visão de Edgardo Martolio, CEO da Editora Caras, os anunciantes deveriam participar apenas de magazines de entretenimento, em que suas aparições fossem justificadas no contexto. “Como no castelo de Caras, em que o vinho fosse patrocinado e não houvesse a preocupação de esconder o rótulo”, exemplificou. Já na visão de Salles Neto, não há problemas posteriores se a participação da marca estiver clara para o leitor, independentemente do formato utilizado.

Para Fernando Taralli, da VML, que também participou do painel, o relacionamento entre agência e produtores de conteúdo deve ser mais estreito para garantir a naturalidade da inserção. “Os editores sabem falar com o público e nós temos que ter humildade para nos unir”, disse.

A 5th Iberoamerican Magazine Media Conference foi realizada no WTC, em São Paulo.

LINK: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2014/09/23/Aner-conteudo-e-mobile-para-crescer.html

ANER debate inovação no mercado de revistas

Por Mirella Portiolli / Meio&Mensagem

Profissionais do mercado estiveram reunidos no WTC, em São Paulo, nesta segunda 22, para analisar os desafios e as tendências do segmento de revistas. No primeiro dia da 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, que acontece até terça-feira 23, foi discutida a necessidade de inovação, que o setor precisa experimentar.

Na abertura, Chris Llewellyn, CEO da Fipp – uma das organizadoras do evento – retomou os principais pontos que marcaram a edição de Roma, na Itália. “O consumidor está migrando para o digital, devemos acompanhar”, disse. O executivo ressaltou o fim da exclusividade no digital, a necessidade de métricas e possibilidade de trabalhar como plataforma, reforçando a marca.

Outro palestrante, Jhon Wilpers, diretor da Innovation Media Consulting, se aprofundou nessa questão e mostrou ações de anunciantes, como Fanta, Nivea e Bilboard que misturaram as páginas de revistas com elementos digitais. “Impresso pode continuar sendo inovador porque compete com o tempo livre”, analisou. Wilpers destacou que é essencial pensar fora da caixa e propor soluções diferentes. Sua apresentação, inclusive, foi marcada por um ato inusitado: o profissional convidou todos os presentes para dançarem a música Poeira, de Ivete Sangalo. Entre sorrisos constrangidos e passos desconcertados, todos participaram do momento, que pautou diversas piadas ao longo das outras apresentações.

Sem arriscar passos de danças, Celso Loducca, da Lodduca, Paulo Sérgio Kakinoff, da Gol, e Fred Kachar, presidente da Aner e diretor geral da Editora Globo, debateram o que agências e anunciantes esperam das revistas. “É preciso se aproximar das pessoas. A sociedade mudou por causa do digital e as pessoas querem relacionamento”, comentou Loducca, que destacou que o poder está mudando de mão, deixando as garras de quem produz para se aproximar de quem distribui.

Kakinoff reforçou que o momento de ler a revista é associado ao relaxamento. “Revista deixou de ser apenas um canal para aprofundar histórias e se tornou um momento de prazer, desconectado da correria, principalmente em aviões onde celulares não são permitidos”, disse. O profissional também anunciou que a revista da Gol será vendida em bancas de jornais. Neste ano, o investimento em mídia no segmento foi de R$ 10 milhões.

A 5th Iberoamerican Magazine Media Conference recebe patrocínio de Sousa Cruz, Diário de S.Paulo, Minuano, Press Reader, Abril Mídia, Burgo, Ipsos, Correios, IVC, Log&Print, Nuvem do Jornaleiro, StoraEnso, entre outros.

LINK: http://www.meioemensagem.com.br/home/midia/noticias/2014/09/22/Aner-debate-inovacao-no-mercado-de-revistas.html

Anúncios comestíveis ou com carregador solar integram hall de inovações em revistas

Danubia Paraizo / Portal Imprensa

“Fazer as coisas do mesmo jeito e esperar mudanças é coisa de maluco. Temos que buscar pontos de vistas diferentes”. Ao lembrar a frase célebre de Albert Einstein sobre a necessidade de sair da zona de conforto, o presidente da ANER, Frederic Kachar, apresentou o segundo palestrante da 5th Iberoamerican Magazine Media Conference.

O evento acontece nesta segunda (22/9) e terça-feira (23/9), em São Paulo, e reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil. Para falar sobre o tema inovação e criatividade no segmento, foi chamado ao palco John Wilpers, diretor da consultoria norte-americana Innovation Media Consulting.

O executivo trouxe exemplos de anúncios crossmedia para reforçar a tendência de misturar ações de digital no impresso. Destaque para a campanha da Fanta, que em abril de 2013, criou o primeiro anúncio comestível e com sabor do mundo. Bastava que o leitor comesse um pedacinho do papel para sentir o gosto mais intenso de laranja.

Entre os cases brasileiros, destaque para a Billboard, que trouxe em sua edição especial, em junho de 2013, a campanha “o fim da revista silenciosa”. Assinada pela agência Ogilvy, a publicação usava a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permitia o leitor, ao encostar seu smartphone no local indicado da capa, ouvir uma playlist com as músicas dos artistas citados nas matérias da revista.

Outro case lembrado pelo executivo foi a campanha dos protetores Nivea Sun, desenvolvida pela agência Giovanni+Draftfcb, que hoje atende por FCB Brasil. A ideia era mostrar que não é preciso sair da praia para carregar o celular. A solução? Um anúncio publicado na Veja Rio trazia uma fina e pequena placa solar com um plug USB no qual as pessoas podiam conectar seu aparelho, enquanto curtiam o sol e a praia.

Defendendo a produção de revistas cada vez mais integradas ao digital, o executivo destacou ainda o poder do mobile, lembrando que até 2017 haverá 1,8 bilhão de smartphones em todo o mundo. Ainda no hall das necessárias mudanças, o consultor destacou a predominância do vídeo como conteúdo na web, o que acaba exigindo novos profissionais nas redações, alterando a estrutura dos veículos impressos.

No jornal The New York Times, por exemplo, são produzidos 300 anúncios em vídeo por mês, a maioria deles, usando o Vine como plataforma. Ferramenta de compartilhamento de vídeos do Twitter, que traz filmes de no máximo 30 segundos, e como diferencial a alta taxa de viralização dos mesmos.

LINK: http://www.portalimprensa.com.br/cdm/caderno+de+midia/68265/anuncios+comestiveis+ou+com+carregador+solar+integram+hall+de+inovacoes+em+revistas

Profissionais de mídia discutem tendência da publicidade nativa e engajamento na web

Por Danúbia Paraizo / Portal Imprensa

É possível engajar a audiência por meio da publicidade online? Como publicar um conteúdo patrocinado sem comprometer a credibilidade da revista? Até que ponto as empresas de jornalismo estão oferecendo uma diversidade maior de oportunidades para os anunciantes na web? Essas e outras questões foram tema do debate sobre publicidade nativa, durante a 5th Iberoamerican Magazine Media Conference, nesta terça-feira (23/9), em São Paulo.

O evento promovido pela Associação Nacional de Revistas (ANER) reúne alguns dos principais editores, empresários do mercado de revistas e da publicidade do Brasil e teve início na última segunda-feira (22/9). O debate trouxe as opiniões de José Carlos de Salles Gomes, fundador e presidente do Grupo M&M, Edgardo Martolio, CEO da editora Caras, Fernando Taralli, presidente da agência VML, e Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford Brasil.

Ainda recente no Brasil, a publicidade nativa é vista como grande alternativa para o meio impresso, sobretudo para as revistas. No modelo de negócio, a marca desenvolve junto com a agência ou com a própria publicação um conteúdo jornalístico, sem necessariamente fazer menção sobre a empresa. O formato é bastante popular em sites como o Buzzfeed, Vice e Huffington Post, onde as marcas patrocinam textos, editorias e seções que mais tenham a ver com seu target.

A grande discussão entre os profissionais de mídia girou sobre deixar suficientemente claro para o leitor que o conteúdo que ele está lendo é patrocinado por uma marca e qual é o grau de qualidade e credibilidade desse conteúdo. Entre os participantes do painel, a publicidade nativa, no entanto, não põe fim à separação entre Igreja e Estado. Mesmo que o conteúdo publicitário seja produzido na própria revista, há um grupo de jornalistas separado para se dedicar às peças para que mantenham o mesmo padrão do veículo.

Para Ramos, da Ford, o grande trunfo da publicidade nativa é a geração de conteúdo com credibilidade, daí a importância de a marca ter o apoio de uma agência e profissionais que saibam traduzir isso e que gerem valor.

Como case de publicidade nativa, Taralli, da VML, falou sobre as peças da GE desenvolvidas para as revistas Época Negócios e Galileu na web, além das inserções na GloboNews. A editora Globo e o canal a cabo trazem conteúdos sobre inovação e tecnologia patrocinados pela marca.

Para Martolio, deve-se deixar clara a diferença entre publicidade nativa e matéria paga. O conteúdo patrocinado pelas marcas preza pela qualidade e rigor jornalístico, enquanto a matéria paga visa apenas o lucro sem o compromisso em manter o padrão de credibilidade do veículo.

O profissional fez um paralelo entre o novo formato de mídia e os primeiros carros de Fórmula 1 que receberam a logomarca de patrocinadores. No começo, as pessoas estranhavam, achavam um sacrilégio, mas logo viram que aquilo não comprometeria o desempenho dos pilotos. O mesmo vale para as camisetas de times e as propagandas estampadas.

Apesar de favorável ao modelo, o CEO da Caras é contrário ao uso da publicidade nativa em revistas de hardnews pela possível ameaça à isenção. “Como fazer uma denúncia sobre a Petrobras e na semana seguinte meu departamento comercial vai negociar espaço com o marketing deles para um conteúdo patrocinado?”. As publicações que menos teriam conflitos de interesse são as de entretenimento, defendeu o executivo.

LINK: http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/68289/profissionais+de+midia+discutem+tendencia+da+publicidade+nativa+e+engajamento+na+web

O que a Vice ensina ao mercado de comunicação e marketing

Por José Saad Neto / ProXXIma

Talvez os millenialls, jovens nascidos entre 1980 e 2000, nem saibam o que significa “zine” ou “fanzine”, formato irreverente e despretensioso de jornalismo impresso que deu origem à revista que é hoje o maior ícone de conteúdo dessa geração. Fundada em 1994 no Canadá, a Vice chegou aos Estados Unidos poucos anos depois e, em 2009, desembarcou também no Brasil. Atualmente, possui operação em 36 países e deixou o rótulo de revista (ou só de revista) lá atrás. “Somos uma omni-mídia com foco em digital, mobile, vídeos e experiência”, explicou Gabriel Klein, sócio e diretor criativo da Vice Brasil, durante apresentação na 5ª Conferência Iberoamericana de Mídia Revista, realizada pela Aner (Associação Nacional dos Editores de Revista), em São Paulo, nestas segunda e terça-feira.

A um público sisudo e relativamente tradicional, o jovem gaúcho de jeito despojado atraiu atenção do auditório lotado ao mostrar de que forma a Vice, distribuída gratuitamente em bares, galerias de arte e shows de música, se tornou uma companhia global de mídia com mais de 4,5 mil colaboradores ao redor do mundo. “A nossa fórmula, ou checklist, passa pela ousadia, autenticidade, bons personagens, abordagem cultural, exploração do DNA das marcas clientes e execução premium”, afirmou Klein.

E ele não exagerou. A revista impressa que foi a origem de todo o modelo de negócio ainda existe. Ela é temática, mensal e no Brasil possui tiragem de 20 mil exemplares. Sem preço e nem presença em banca, está à disposição dos jovens nos locais onde eles costumam frequentar. “Eles esbarram com a revista. É mais natural dessa geração e tem tudo a ver com nosso jeito de ser”, agumentou Klein, ao explicar o porquê da publicação não estar disponível nas tradicionais bancas de rua. E não combinaria mesmo com a Vice.

Com estética absolutamente contemporânea, a revista não se encaixota ou engessa. Antes da discussão sobre publicidade nativa ganhar força entre publishers tradicionais, a Vice já explorava o universo criando a produzindo conteúdo nativo para as marcas parceiras. “São informações, eventos, vídeos e textos que facilmente poderiam estar no nosso editorial, exploram o DNA da marca, têm uma produção e execução premium e atraem a atenção dos públicos dos nossos canais”, disse o diretor criativo.

Para materializar sobre o que falava, Gabriel apresentou o vídeo do projeto A-Z of Dance (veja abaixo), criado pela empresa para a Diesel. Bem produzido, a pela transpira storytelling e trilha sonora totalmente envolventes para transmitir a essência da marca, ao mesmo tempo em que faz a mensagem chegar aos jovens. É entretenimento? É publicidade? É editorial de moda? Talvez seja difícil até definir. Sem dúvida, é branded content, identificado como tal e posicionado nos canais da Vice desta forma. Mas é um conteúdo que tem a identidade da Diesel e a personalidade da Vice. E justamente por isso, faz tanto sucesso junto ao público que se destina.

Na conferência das revistas, essas foram algumas das lições de Gabriel Klein e da Vice a um meio que procura – e precisa – encontrar a reinvenção.

LINK: http://www.proxxima.com.br/home/negocios/2014/09/23/O-que-a-Vice-ensina-ao-mercado-de-comunicacao-e-marketing.html

Editorial: plataforma is the new black entre publishers globais

Por José Saad Neto / ProXXIMA

O conceito de plataforma de distribuição de conteúdo sempre permeou a existência da ProXXIma ao longo dos últimos sete anos. Seja na revista impressa, na edição semanal para tablets e iPhone, nos perfis que mantemos nas redes sociais ou nos eventos físicos que promovemos, o conteúdo chega ao nosso público de forma orgânica e responsiva. Acreditamos, desde o início, que este é um caminho certeiro para publishers.

No congresso iberoamericano de revistas promovido pela Aner, nesta semana, em São Paulo, ficou nítido o movimento nesse sentido. Não é fácil. O modelo de negócios das editoras ainda é muito dependente do papel e da receita publicitária que ele gera. Mas o investimento por parte dos anunciantes, como se sabe, está diminuindo. E a necessidade de migração para canais digitais e de encontrar outras fontes de receita coloca todos os holofotes sobre o conceito de “plataforma”.

Da descolada Vice à tradicional Exame, é possível ver claramente que as páginas da revista impressa são apenas portas de entrada para o universo que ali se forma. Um universo repleto de oportunidades de negócios, que passam pela produção de conteúdo para marcas e utilização do mailing de forma bem mais estratégica do que se vinha fazendo até agora.

As editoras se apoiam muito na credibilidade e na confiabilidade da mídia revista. Sustentam seu discurso também no bom número de assinantes. E, claro, no prazer de folhear um bom título. E justamente por conta desse ativo valioso – os leitores – esses grupos têm a oportunidade de manter seu conteúdo vivo no papel, mas também em telas de dispositivos móveis, bancos de dados, redes sociais e eventos. Neste momento, a migração depende basicamente da coragem e do investimento em tecnologia e nos profissionais certos.

O conceito de plataforma de conteúdo não é novo. Não para nós, aqui na ProXXIma. Mas nunca, como agora, foi tão valorizado e corretamente perseguido pelo mercado.

LINK: http://www.proxxima.com.br/home/negocios/2014/09/26/Plataforma-is-the-new-black.html

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