Abap faz duras críticas a restrições a publicidade

Do jornal PropMark (15 de dezembro de 2014)

A Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) reuniu, na última sexta-feira (12), lideranças do mercado no Rio de Janeiro. Orlando Marques, presidente nacional da entidade, fez duras críticas à divulgação, semana passada, da restrição à propaganda de bebidas alcoólicas – em especial cervejas e vinhos – pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Rio Grande do Sul.

Ele foi enfático: “A entidade se posiciona fortemente contra”, disse Marques, argumentando que não é da competência do Rio Grande do Sul legislar sobre isso, que é de âmbito federal. “Respeitamos a lei e decisões da Justiça. Não compete ao governo do Rio Grande do Sul legislar sobre propaganda de cervejas. Quem deve anunciar, que segmentos e como é responsabilidade federal, está na Constituição. Nós vamos recorrer e temos certeza de que isso vai subir para outro nível. É no Congresso e no Executivo que isso vai se resolver. Em segundo lugar, o Conar já cuida disso muito bem”, disse.

Outro ponto polêmico debatido durante a reunião foi a restrição à publicidade infantil. A presidente da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral), Marici Ferreira, apresentou a campanha “#EduqueSemMedo”, projeto de comunicação que tem como objetivo debater a educação e seus desdobramentos, em especial no que se refere à publicidade dirigida ao público infantil. A Abral entende que, no lugar de restringir a publicidade infantil, é preciso ajudar pais e famílias a educar e impor limites necessários sem perder o controle.

“Perdemos o controle quando passamos a necessitar da aprovação dos nossos filhos e não eles da nossa”, diz uma das peças de divulgação do projeto, um vídeo desenvolvido produtora Dogs can Fly. O projeto já tem uma página no Facebook, um blog e perfil no Instagram. Marques disse que no ano que vem a Abap terá um reforço em Brasília para cuidar do assunto.

Sobre a recente resolução divulgada pelo Conanda, que sugere a proibição da publicidade dirigida ao público infantil (veja reportagem na página 18 sobre os prejuízos que as restrições podem gerar), o presidente da Abap enfatizou que o assunto deve ser tratado com projetos de lei devidamente enviados ao Congresso. “O Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) não tem poder para modificar a lei. Se houver uma lei, de fato, iremos respeitar. Não existe lei, ainda. Não se deve fazer terrorismo, dizendo que há um desrespeito à lei porque ela não existe, e sim uma resolução do Conanda”, conclui.

Leia a reportagem completa no site do PropMark.

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