#33: Estudo confirma necessidade de novo piso para jornaleiros

[U]m profundo estudo realizado pela consultoria Falconi (antiga INDG) apontou a necessidade do aumento de remuneração dos jornaleiros de cidades médias e pequenas de todo Brasil. Nos últimos cinco anos, mais de mil bancas fecharam somente na cidade de São Paulo, segundo dados do Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas (Sindijor-SP). Diante disso, a DGB Logística decidiu equilibrar os repasses feitos aos jornaleiros e demais pontos de venda de todo Brasil. A adesão dos editores é facultativa e vem sendo negociada individualmente.

A partir de abril, o desconto mínimo para os produtos de editoras que aderiram ao reajuste passará a ser 25% para os pontos de venda em todo território nacional nas praças sede, exceto no Sudeste, cuja fase de implantação começará apenas em julho. Nas praças atendidas e pontos com entrega gratuita, os fretes continuarão a ser cobrados na mesma proporção adotada atualmente.

A negociação dos contratos com cada editora, que têm a opção de aceitar ou não o novo desconto, já vem acontecendo desde janeiro deste ano, com grande aceitação. As editoras que desejarem efetivar o novo desconto já a partir de abril devem procurar a DGB até o dia 6 de março. A ANER está à disposição, através da comissão de venda avulsa, para esclarecer quaisquer dúvidas adicionais.

Fernando Mathias (DGB)


ENTREVISTA: A respeito do novo desconto, o EMREVISTA ouviu Fernando Mathias, diretor superintendente da DGB.

EMREVISTA: Qual o impacto esperado no crescimento das vendas avulsas?
FERNANDO MATHIAS: O primeiro impacto é a interrupção do fechamento de pontos de venda (PDVs) nestas regiões. Nos últimos anos, muitas cidades mudaram radicalmente seu perfil econômico, ou seja, as oportunidades cresceram muito e vários setores começaram a concorrer com nossa mão de obra e com o interesse dos comerciantes locais. Isso fica muito evidente na baixa penetração de revistarias em shoppings, por exemplo.

Já o segundo movimento esperado é o crescimento em praças atendidas e pontos alternativos. Este tipo de PDV é duplamente penalizado nestas regiões devido aos altos custos de frete. A nova remuneração vai aumentar suas taxas de sucesso de abertura e manutenção.

ER: Como está sendo a adesão das editoras já procuradas?
FM: A cada dia temos mais adesões. Até o momento, temos 60% dos editores confirmados, o que representa 72% do faturamento total. Nas próximas semanas este número deve crescer, pois em 6 de março começaremos a produzir a campanha para os PDVs. É uma iniciativa importante (e cara) dos editores e temos que fazer com que os jornaleiros valorizem. Creio que no final teremos uma adesão de 90%, o que representará 95% do faturamento.

ER: Os projetos “Aqui tem Revistas” e “Mapa da Mina” serão as contrapartidas oferecidas pela DGB neste processo, já que a diferença do desconto será repassada integralmente para as editoras? Poderia explicar melhor como serão desenvolvidas e implantadas?
FM: Os projetos começaram no fim do ano passado, após o estudo. O “Aqui tem Revistas” vai explorar cidades ou regiões sem PDVs e o “Mapa da Mina” vai focar os locais em que houve mudança radical de mercado nos últimos anos. Grande parte destas cidades está entre as 1,7 mil afetadas pela alteração dos descontos – sem isso, estes trabalhos não teriam resultados.

É lógico que esses projetos consomem recursos, mas não colocaria isso como uma contrapartida. São ações complementares que vão ao encontro da necessidade das distribuidoras e editores de manter uma rede de pontos de venda saudáveis e motivados na comercialização das publicações.

Além disso, a distribuidora teve que absorver o impacto da mudança na lei dos motoristas (largamente divulgada), que só neste ano representará mais R$ 5 mi em custo. Durante reunião na ANER, combinamos de apresentar esses dois projetos ao comitê de venda avulsa e aos editores interessados.

Revistas farão parte do Vale Cultura, garante ministra

[B]oa notícia aos revisteiros: o Vale Cultura, programa social do Governo Federal que deve injetar R$ 8 bilhões na área cultural nos próximos anos, poderá ser utilizado para a compra de revistas. A informação foi confirmada pela ministra Marta Suplicy, que recebeu o presidente Frederic Kachar, a diretora-executiva Maria Célia Furtado e o consultor Michel Neil em Brasília no mês de janeiro.

Da esq. p/ dir.: Michel Neil, Maria Célia Furtado, Frederic Kachar e Marta Suplicy

Para que o leitor possa comprar revistas com o Vale Cultura, os pontos de venda terão que se cadastrar junto a empresa que irá operar as máquinas do cartão magnético. Os detalhes da regulamentação serão apresentados até o fim de fevereiro e o novo benefício deve estar em funcionamento já em junho deste ano.

O Vale Cultura será uma grande oportunidade para o reaquecimento do mercado de revistas, já que o acesso ao produto é bem fácil. Hoje, são aproximadamente 16 mil pontos de venda de revistas (bancas e livrarias) em todas as regiões do Brasil, bem mais do que os quase 3 mil museus, 2.300 salas de cinema (em 600 complexos) e 1.200 teatros espalhados de forma desproporcional pelo país.

Para aproveitar esta onda de consumo de revistas, a ANER tem trabalhado no desenho de uma contundente campanha de comunicação junto a jornaleiros e leitores, que será lançada antes de o benefício entrar em vigor. Paralelamente a isso, a entidade também trabalha para que a rede esteja adequadamente preparada para receber o benefício nos pontos de venda.

Infográfico

ANER prepara novas comissões de trabalho

[D]esde janeiro, a diretoria da ANER vem compondo novas comissões de trabalho para dinamizar o planejamento e a execução de ações ligadas a temas específicos do mercado de revistas. Ao todo, serão seis grupos: assinaturas, inovação digital, jurídica, editorial, publicidade e venda avulsa. A primeira comissão formada foi a jurídica, que já realizou sua primeira reunião.

“Vamos trabalhar para dar apoio ao meio, tanto preventivamente quanto no acompanhamento de questões que tenham reflexos nas editoras, tomando providências quando necessário. Vamos preparar também workshops e palestras para nossos associados, além de nos aproximarmos das áreas jurídicas das entidades coirmãs”, afirmou o diretor Lourival J. Santos.

Fazem parte da comissão Ana Carolina T. Rizzo (Ed. Abril), Antônio Carlos Castillo Garcia (Ed. Europa), Benedito Pedro Furlan (Meio&Mensagem), Claudia Regina Soares dos Santos (Ed. Três), Nelson Massini Jr. (Ed. Escala), Rafael Menin Soriano (Ed. Globo) e Tallis Arruda (Lourival J. Santos Advogados).

Outra comissão formada foi a de publicidade. O diretor Marcelo de Salles Gomes (Meio&Mensagem) convidou Alexandre Barsotti (Ed. Globo), Arnaldo Rosa (Ed. Caras), Thaís Chede Soares (Ed. Abril) e José Bello (Ed. Três) para constituir o grupo, que deverá se reunir em março.

A lista completa das comissões de trabalho da ANER e seus respectivos diretores pode ser conferida abaixo. Já os nomes dos membros de cada uma delas só serão divulgados neste boletim quando forem oficializados.

Assinaturas: Fernando Costa (Ed. Abril)
Inovação Digital: Alessandro Gerardi (TRGD Editora)
Jurídica: Lourival J. Santos (Lourival J. Santos Advogados)
Editorial: Não definido
Publicidade: Marcelo de Salles Gomes (Grupo Meio&Mensagem)
Venda Avulsa: Regina Bucco (Ed. Globo)

Estudo comprova força publicitária das revistas

[P]ublicado pela Professional Publishers Association (PPA) em dezembro passado, o estudo Magonomics traz uma minuciosa análise sobre a eficácia publicitária das revistas. A pesquisa comprova que as revistas oferecem condições altamente favoráveis para veiculação de publicidade, sendo, proporcionalmente, mais rentáveis até do que a TV e a Internet.

Pesquisa da GfK (Magnify) utilizada pelo PPA na construção do Magonomics entrevistou mais de 18 mil leitores de 96 revistas diferentes no Reino Unido. O estudo também usou informações de mais de 77 campanhas da base de dados do Mindshare e da Ohal.

O estudo foi realizado entre 2011 e 2012 pelo PPA em conjunto com a unidade de planejamento de negócios da Mindshare e a agência de ciências de marketing Ohal. As fundações do trabalho foram estabelecidas com base no estudo Magnify, que utilizou a metodologia StarchMetrix da GfK para entender como leitores interagem com conteúdos editoriais e publicitários.

Abaixo, estão algumas conclusões do estudo, cuja íntegra (em inglês) pode ser solicitada gratuitamente junto ao PPA. Caso tenha interesse, entre em contato com Marius Cloete, chefe de pesquisa da associação britânica, pelo e-mail marius.cloete@ppa.co.uk. Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no site http://www.ppa.co.uk/marketing/research/magonomics/.

  • Níveis de engajamento referente à publicidade e ao conteúdo editorial são parecidos. Para os leitores, uma revista é uma mistura ininterrupta de conteúdo relevante.
  • Revistas aproximam o consumidor da marca. A mídia foi a única que obteve correlação positiva consistente entre um alto volume de investimento e uma pontuação alta no quesito “ligação”, onde a marca é considerada a melhor em seu segmento pelo consumidor.
  • Probabilidade de os leitores reterem tanto a informação editorial quanto a publicitária para futura referência é a mesma. Nas ações de compra, a publicidade influencia mais do que o conteúdo editorial.
  • Revistas são ao mesmo tempo uma oportunidade de baixo risco e alta rentabilidade aos anunciantes. Na medição acurada dos meios, as revistas obtiveram ROI 11% maior do que o da TV e 22% maior do que o da Internet.

Penetração de revistas cresce na classe C, aponta estudo

[D]e acordo com dados do Estudos Marplan EGM Next Generation divulgados recentemente pelo Meio&Mensagem, as revistas têm melhorado sua penetração na classe C. Na comparação entre 2011 e 2012, a penetração das edições impressas subiu de 32% para 39% (sete pontos percentuais). Já entre leitores do impresso e do online o aumentou foi de 33% para 39% (seis pontos).

“A Classe C é um segmento importante, pois representa um grupo com poder de compra crescente, e que cada vez mais é foco de ações específicas de grandes anunciantes. O crescimento de penetração das revistas neste grupo fará com que ele seja uma opção ainda mais forte de mídia. E acredito que com o Vale-Cultura esses números continuem a crescer nos próximos anos”, analisa Marcelo de Salles Gomes, diretor da comissão de publicidade da ANER.

Em 2012, os meios que tiveram maior aumento de penetração na classe C foram o digital out-of-home (12 pontos) e a TV por assinatura (nove). Ainda segundo o estudo, a televisão aberta segue tendo a maior penetração (98%), seguida de rádios AM e FM (74%), rádios somente FM (67%) e out-of-home (63%).

Câmara aprova desoneração da folha de pagamento

[A] Câmara Federal aprovou em 20 de fevereiro a Medida Provisória 582/12, que amplia a desoneração da folha de pagamentos para diversos setores da economia. Entre os beneficiados estão as empresas jornalísticas e de radiodifusão, que substituirão a atual contribuição previdenciária por uma alíquota de 1% sobre seu rendimento bruto.

A substituição da folha pelo faturamento se aplica apenas à contribuição patronal paga pelas empresas, hoje equivalente a 20% de suas folhas salariais. Todas as demais contribuições incidentes sobre a folha permanecerão inalteradas, inclusive o FGTS e a contribuição dos empregados junto à Previdência.

Durante a reunião, foi aprovada também a emenda 152, que determina que a empresa pode optar por retornar à sistemática de contribuição social sobre a folha de pagamentos se assim decidirem no início de cada ano fiscal. A MP segue agora para o Senado Federal, onde precisa ser votada até 28 de fevereiro. Caso seja aprovada, segue para sanção presidencial.

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