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  Revistas em alta para o consumidor

Teresa Levin, Jornal Propaganda e Marketing, 27/09/2009

Uma das mídias mais antigas e consolidadas no Brasil, a revista também tem lugar cativo no coração do consumidor. Um estudo do Instituto Nielsen divulgado este mês, no qual foram avaliadas as diversas mídias em 50 diferentes mercados mundiais, que foi destaque na última edição do propmark, mostrou que, no País, a grande maioria dos consumidores confia na publicidade veiculada em revistas: simplesmente 76% dos entrevistados disseram que a mídia é confiável.

Em um panorama mundial, o nível de confiança dos consumidores brasileiros na publicidade em revistas fica atrás apenas da Venezuela, país em que 82% dos consumidores acham a publicidade das revistas confiável, e da Colômbia, onde o índice foi de 79%.

Mundialmente, 59% dos entrevistados acreditam de certa forma ou completamente na publicidade veiculada nesta mídia. A pesquisa foi desenvolvida pelo Nielsen através da internet com 25 mil consumidores.

Com forte segmentação, as revistas atendem a todos os gostos e públicos. Basta dar uma olhada em qualquer banca de jornal para dar de cara com centenas de títulos que focam mulheres, homens ou crianças, com os mais diferentes interesses. São revistas femininas voltadas para moda, saúde, boa forma, culinária, e até para noivas ou gestantes. Publicações que focam jardinagem, história, ciências e até hobbies como tricô ou crochê. Além das masculinas como Playboy e Sexy, ou as voltadas para aqueles que gostam de animais, barcos, motos, carros etc. Uma gama que atende a todos os tipos de públicos. Para se ter uma ideia, apenas a Editora Abril publica anualmente mais de 300 títulos.

A Abril trabalha praticamente com todos os segmentos de públicos. Os números do ano passado mostram o tamanho da Abril no mercado de revistas. Em 2008, ela foi líder simplesmente em 22 dos 25 segmentos em que opera. Ela detém mais de 50% do mercado. Suas publicações alcançaram, ao longo do ano passado, 179,2 milhões de exemplares, em um universo de 28 milhões de leitores e 4 milhões de assinaturas.. Das dez revistas mais lidas do País, sete são da Abril.

Os números de uma de suas publicações, a Veja, resumem este desempenho. A Veja é a terceira maior revista semanal de informação do mundo e a maior fora dos Estados Unidos.
A Projeção Brasil de Leitores, com base nos Estudos Marplan e no IVC consolidados de 2008, aponta que a publicação tem um total de 8.812.000 leitores.

Dados do IVC de dezembro mostram que a tiragem média por edição da revista é de mais de 1,2 milhão de exemplares e a circulação líquida de mais de 1 milhão. Entre outros títulos de sucesso da Abril estão a Boa Forma, que tem 1.827.000 leitores segundo a Projeção Brasil; a Claudia, que  tem 2.041.000, e a Playboy, com 2.511.000. A Editora Abril tem também a revista líder absoluta do mercado adolescente.

A Capricho é a maior marca teen do Brasil. Foram 1.929.000 leitores em 2008. São mais de 200 mil revistas a cada mês. No ano passado, a circulação da Capricho cresceu 41%, segundo o site da Editora Abril.

Players


Além da Abril, o mercado brasileiro de revistas conta com outros players fortes, que reforçam a posição de destaque das revistas como uma das mídias mais poderosas do mercado brasileiro. A Editora Globo, que é parte das Organizações Globo, é responsável por outro sucesso semanal entre as publicações impressas, a Época. A revista é a segunda mais lida do País, apenas 11 anos após a data da sua criação.

Dados de abril de 2008 a março de 2009 da Projeção Brasil desenvolvida pelo Ipsos - Estudo Marplan mostram que ela tem 3.785.000 leitores/edição. Dados do IVC de abril apontam uma circulação de 414.825 exemplares por edição. Além da Época, a Globo publica a Quem, que, de acordo também com a Projeção Brasil, teve mais de 923.000 leitores/edição entre abril de 2008 e março de 2009. Já a Criativa alcançou mais de 677.000 leitores, segundo o mesmo índice. Os dados são da própria Editora Globo.

O mercado conta ainda com a Editora Três, que publica oito títulos, entre eles, IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, além de outras editoras de menor porte.

Assinatura


A venda por assinaturas é um dos pilares deste mercado. O consumidor realmente adotou esse formato e isso pode ser mostrado em números. Simplesmente 90% das vendas da revista Época, da Editora Globo, são feitas através de assinatura. Na Editora Abril, em 2008 foram nada menos que quatro milhões de assinaturas de suas publicações. A mídia que conquistou o gosto do leitor brasileiro também arrematou o mercado publicitário. Para ter um panorama das principais campanhas publicitárias lançadas a cada semana no Brasil, basta folhear a Veja. A revista está em todos os planos de mídia das campanhas de maior destaque no País, não há uma sequer que não utilize as páginas da principal revista semanal brasileira para ter o melhor alcance junto ao consumidor. A sustentação das principais campanhas brasileiras também é feita através de páginas de revistas. Mais números da Abril mostram isso.

No ano passado, a editora apresentou o melhor desempenho em receita publicitária dos últimos cinco anos, com R$ 894 milhões. O aumento sobre o ano anterior foi de 18,8%.

Otimismo


A Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas) aponta que o mercado brasileiro de revistas vive um momento de otimismo com a retomada da economia e a perspectiva de crescimento para o próximo semestre. "As editoras continuam investindo em lançamentos de títulos e na ampliação de conteúdo nas múltiplas plataformas", informou Maria Celia Furtado, diretora executiva da Aner.

Ela destacou ainda que em 2008 foram comercializados 410 milhões de exemplares de revistas, um crescimento de 5,1% em relação ao ano de 2007.  "Só para se ter uma ideia, o número de títulos de revistas vem aumentando a cada ano. Em 2006 eram 3.657 títulos e em 2008 já eram 3.915, um crescimento de 7%", afirmou.

Segundo dados do IVC, existem mais de 30 segmentos de revistas no País.. "Há uma variedade de títulos de revistas dirigidos para diferentes públicos, demonstrando que o mercado editorial está atento às necessidades e interesses do leitor", disse.

Estudo


O estudo divulgado pelo Instituto Nielsen foi feito pela primeira vez em 2007 e repetido este ano. A pesquisa global foi desenvolvida em países da Europa, Ásia, América e Oriente Médio. Ela avaliou a confiança, o valor e o compromisso que os consumidores enxergam na publicidade. O estudo mostrou que os latino-americanos são os que mais veem valor e confiam na publicidade, nas diversas mídias. Entre as mídias, a TV e o jornal apareceram como as que têm mais confiança dos consumidores. A mídia online é a que tem o maior desafio pela frente para que os consumidores confiem na publicidade divulgada através deste canal. Mas ela é também a que está registrando o maior crescimento nesse sentido.

Fonte: http://www.propmark.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from%5Finfo%5Findex=11&infoid=53769&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fheadline=false&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=32&text=revistas

 
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