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  New York Times on-line é pago em 2011
Publicação Americana procura novas fontes de receita em meio à retração dos anunciantes e à queda em circulação

 

No próximo ano, o jornal americano New York Times vai começar a cobrar pelos textos de seu site, marcando um esforço da empresa de comunicação para encontrar novas fontes de receita e combater as quedas na circulação e na publicidade.

O jornal divulgou que o plano será construído em torno de um modelo mensurado que cobrará os leitores pelo acesso depois de terem entrado em um certo número de artigos durante o mês. Mas os assinantes da versão impressa do jornal continuarão a ter acesso gratuito ao site.

"Esse processo de reavaliar nosso modelo de negócios também tem sido motivado por nosso desejo de obter diversidade adicional de receitas que nos tornará menos suscetíveis à inevitáveis ciclos econômicos", afirmou a presidente-executiva, Janet Robinson, em comunicado. O anúncio confirma reportagens dos últimos dias que afirmaram que a medida estaca sendo considerada pelo jornal.

Histórico

O modelo de cobrança que será adotado pelo New York Times é inspirado pelo jornal inglês Financial Times, que permite aos usuários acesso livre a 10 artigos mensais, antes da cobrança de, no mínimo, US$ 3,59 dólares por semana. "Esse modelo é uma boa opção porque ainda atrai leitores casuais para a primeira página, e pode trazer receita dos leitores mais dedicados" afirma Barry L. Lucas, analista da Gabelli & Co.

O New York Times chegou a cobrar pelo contepudo on-line por dois anos. Em seu auge, o serviço registrou mais de 200 mil usuários, mas foi interrompido em 2007.

A circulação média diária do jornal caiu 7,3%, para 927.851, nos seis meses até setembro do ano passado. Foi a primeira vez, desde 1985, que o New York Times circulou com menos de 1 milhão de cópias, segundo levantamento do Audit Bureau of Circulations, associação internacional que audita os jornais e revistas em todo o mundo.

Além de menos leitores, o jornal ainda enfrenta queda na receita publicitária, de 27% no terceiro trimestre do ano passado. Durante o primeiro semestre de 2009, a receita já havia apresentado redução de 29%. Para tentar se adequar à nova realidade orçamentária, a empresa vendeu, em 2009, sua sede em Manhattan, além de demitir funcionários e renegociar contratos. (Com agências internacionais)

Fonte: Jornal Brasil Econômico, página 33, 21 de janeiro de 2010

 
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