Fabricante cobra uma média de 30% de comissão pelos downloads de aplicativos de revistas e jornais vendidos no iPad
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Entidades representativas da mídia impressa nacional começaram a
tomar medidas para tentar flexibilizar a postura da Apple e, com isso,
conseguir aumentar seu faturamento com os aplicativos para o iPad de
suas publicações. As informações foram publicadas na edição desta
quinta-feira, 2 de junho, do jornal Folha de S.Paulo.
Em uma ação conjunta, a Associação Nacional dos Editores de Revistas
(Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) encaminharam uma
carta ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e ao ministro do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel, solicitando que o governo interfira,
junto a FoxConn (a fabricante mundial da Apple) para uma reavaliação da
receita passada aos veículos de mídia que produzem aplicativos para
tablets.
Atualmente, a Apple cobra 30% de comissão dos veículos sobre a venda
de todos os aplicativos na Apple Store. A ideia das entidades brasileiras
é tentar conseguir um acordo mais vantajoso, sobretudo a partir do
momento em que a produção de tablets no Brasil for iniciada, conforme a
Apple anunciou há alguns dias.
De acordo com o texto da Aner e a ANJ, a ideia é fazer com o que o
governo balanceie os incentivos fiscais pedidos pela Foxconn para a
produção dos tablets no Brasil com uma revisão da cobrança feita pela
própria Apple.
As entidades da mídia impressa brasileira seguem o exemplo da
Associação Europeia de Editores de Jornais (Enpa) que também lutam
por uma mudança na cobrança feita pela Apple.