O 37º FIPP World Magazine Congress atrai mais de 900 participantes a Londres
Mais de 900 participantes compareceram ao 37o FIPP World Magazine Congress, que aconteceu em Londres entre os dias 4 e 6 de maio. Após uma recepção de boas vindas no Palácio de Kensington, os participantes passaram dois dias no Centro de Conferências Old Billingsgate, onde tiveram a oportunidade de ouvir alguns dos principais nomes do mercado editorial de revistas do mundo. O evento terminou no dia 6 de maio com uma noite de gala na Galeria Saatchi.
Resumos das sessões:
PRIMEIRO DIA:
Declarado aberto o 37o FIPP World Magazine Congress em Londres
Após uma recepção de boas vindas no Palácio de Kensington ontem à noite, o 37o FIPP World Magazine Congress foi aberto hoje em Londres. Mais de 900 participantes estiveram no Centro de Conferências Old Billingsgate para ouvir alguns dos principais nomes do mercado editorial de revistas.
Boris Johnson, prefeito de Londres, discursou para um auditório lotado. Ele se referiu a Londres como o “lar das melhores e mais tradicionais revistas do mundo.” Johnson também encorajou os participantes a aproveitarem a sua estada na cidade e “ler Londres”.
Pierre Lamunierè, presidente do Edipresse Group (Suiça) e chairman da FIPP, deu as boas vindas aos participantes e admitiu que o setor está “passando pela pior recessão da história”. Ele afirmou que os editores não tem nenhuma escolha a não ser se reestruturar e reduzir efetivos, o que inevitavelmente resultará em uma diminuição no número de lançamentos e um aumento no número de fechamentos. Ele aconselhou os publishers a aceitar um declínio de curto prazo nas receitas e a continuar a desenvolver plataformas digitais e incentivar a inovação – e que o setor saíra mais forte se as editoras seguirem esse conselho.
Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14835
A crise econômica é o primeiro item na agenda do Congresso da FIPP Como já era esperado, a atual crise econômica foi o primeiro item de discussão no Congresso da FIPP. Nick Higham, correspondente da BBC News, liderou uma discussão que incluiu representantes de alguns dos principais executivos do mercado editorial de jornais e revistas do mundo. Apesar de a crise dominar as preocupações das editoras, há também boas notícias. Bill Kerr, presidente do conselho de administração da Meredith Corporation (EUA) disse que os jornais e as estações de rádio americanas estão sob mais pressão do que as revistas. O número de assinantes das revistas publicadas pela Meredith aumentou em comparação ao ano passado e as receitas das atividades online da empresa estão aumentando. Kerr estima que 2010 será um ano sem oscilações para o setor. Ao falar da aquisição da Emap pelo Guardian Media Group, a presidente do grupo Carolyn McCall disse que apesar de o B2B ser resiliente, ele não está imune à crise. Para McCall, 70% das mudanças no mercado editorial são mudanças estruturais e não cíclicas.
Quando a hora da recuperação “longa e dolorosa” chegar, as receitas aparecerão e voltarão a crescer. McCall mencionou o WGSN, um veículo de moda da Emap totalmente digital que apresenta um desempenho ótimo. McCall também afirmou que o Guardian pode começar a cobrar pelo acesso às partes mais especializadas de seu site. “Cobrar por B2B é o caminho a ser seguido. Realisticamente, há seções do website (como o) Media Guardian, áreas bastante específicas, que nós trabalhamos de modo brilhante. Devemos considerar cobrar por conteúdo que não é fácil de replicar”, disse McCall. Aroon Purie, presidente e editor chefe do The India Today Group (Índia) disse que a Índia passa por uma crise de confiança e que as pessoas não estão dispostas a gastar com anúncios, o que resultou em uma “aniquilação” do mercado nos últimos meses.
Purie vê uma grande oportunidade nos telefones celulares, há 320 milhões de usuários de telefones celulares na Índia. Purie disse que “se conseguirmos produzir conteúdo relevante e apropriado aos telefones celulares, talvez isso seja o futuro.” Bill Kerr concordou, chamando os telefones celulares de “a próxima onda de oportunidade.” Sobre os e-readers, John Smith, presidente da BBC Worldwide (GB), falou que eles ainda não decolaram da maneira como todos esperavam e que ainda não provocaram o mesmo “efeito catastrófico” que a Internet causou na sua chegada. McCall disse que o Guardian Media Group está em discussões com a Kindle sobre a utilização do conteúdo do jornal, mas que antes de tomar qualquer decisão importante, o modelo de cobrança deve ser definido. Fonte:
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O que os anunciantes querem
Maurice Lévy, CEO da Publicis Group (França) disse que a mídia analógica (tradicional) tem futuro contanto que as editoras de revista levem em consideração os seguintes pontos:
1. Não espere uma recuperação
O crescimento que você obteve retornará de alguma maneira. No entanto, a crise econômica não é o único fator responsável pelo fim desse crescimento. Ela foi somente um “acelerador cruel e brutal” da situação.
2. Não culpe a mídia digital
Temos que aceitar que a mídia digital está aqui para ficar. Não podemos fazer nada para parar o sucesso da mídia digital e a Internet móvel está aumentando a sua relevância.
3. Ainda não chegou a hora para obituários
Encare a mídia digital como uma oportunidade e não uma ameaça. Não esqueça que as revistas possuem o que é mais importante para alcançar o sucesso no mundo da mídia: conteúdo. O conteúdo reina e você é o dono dele. Você tem a habilidade e o talento para produzir o conteúdo que muitos gostariam de encontrar em um veículo online. A era digital é uma ótima maneira de desenvolver o que você tem.
4. Não desvalorize o cenário atual
Pense no futuro.
5. Não espere pelo próximo modelo de negócios
Não haverá “um” modelo de negócios novo e nenhum modelo servirá para todos. Use esse tempo para começar a pensar no que é melhor para você. As revistas desenvolveram comunidades muito antes da criação da Internet. É hora de alavancar essas comunidades, inovar e usar a Internet como uma “caixa de ferramentas fantástica” para fomentar um relacionamento com os seus leitores.
6. Não fique parado
Os melhores “combustíveis” para as revistas são imaginação, criatividade, idéias e talento – essas marcas já possuem tudo isso!
Depois, Stevie Spring, diretor executivo do Future, atuou como moderador em um painel ligado ao principal tema da palestra de Levy – O que os anunciantes querem. Nikolas Talonpoika, diretor global de mídia do Grupo Gucci (GB) e Simon Clift, CMO da Unilever (GB), deram as suas opiniões sobre uma variedade de assuntos como o quão eficaz as revistas são para atingir o público alvo dos anunciantes e como a Internet mudou o modo como os anunciantes gastam dinheiro.
Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14837
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