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  O 37º FIPP World Magazine Congress atrai mais de 900 participantes a Londres

Revistas globais, revistas customizadas e mercados emergentes são discutidos no Congresso da FIPP

As sessões temáticas para os participantes do Congresso da FIPP abordaram temas como revistas globais, revistas customizadas e o sucesso do mercado editorial de revistas nos países emergentes.

Na primeira sessão, Chris Llewellyn, o diretor internacional da Bauer Media, disse que a criação de “um portfólio de títulos” foi a ação mais importante dele em relação ao licenciamento de títulos. De acordo com Llewellyn, o conteúdo que você licencia deve ser relevante para edição local senão haverá problemas. O licenciamento de títulos geralmente leva de seis a dois anos para ser concluído.

É uma época boa para editar revistas customizadas, de acordo com os painelistas da segunda sessão temática. Esse setor não está imune mas é extremamente resiliente, de acordo com Martin MacConnol, CEO da Wardour e presidente da associação britânica de editoras de publicações customizadas. MacConnol afirmou que “ 33 das 100 maiores publicações na Grã Bretanha são publicações customizadas.”

Marina Specht, diretora regional de EVP, MRM Worldwide EMEA (Espanha) disse que a maneira de ganhar dinheiro com publicações customizadas nos últimos 15 anos não será a mesma para os próximos 15 anos. Isso terá uma ligação bastante importante com a plataforma online, disse Specht, pois somos uma nova geração de consumidores constantes, com a utilização de uma variedade de plataformas.

As melhores dicas resultantes da sessão “O critério para sucesso nos mercados emergentes” inclui:
• Você deve antever a cultura local.
• Você deve ter o produto certo na hora certa.
• Você deve ter um entendimento profundo das tendências e necessidades do mercado consumidor.
• Você deve aprender a customizar o conteúdo para o mercado local.
• Você deve ser sensível ao mercado e verificar se o nome do título é adequado ao novo mercado, talvez você tenha que criar uma marca regional.
• Você deve ser agnóstico em relação ao formato e ir aonde os consumidores vão. 

Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14847

A última sessão do Congresso da FIPP discute a “mágica” das revistas

A última sessão do Congresso da FIPP ontem contou com alguns dos principais nomes do mercado editorial de revistas para a discussão do tema “a mágica das revistas”.

Cathie Black, presidente da Hearst Magazines International (EUA) ecoou os comentários feitos por Bill Kerr ontem, ao dizer que “o baixo é o novo alto!”. Ela acredita que as editoras se tornarão mais “enxutas” por causa da recessão e afirmou que o “conteúdo liquido” da Hearst significa que a marca está no ponto central e pode ser entregue para plataformas diversas.

“Acreditamos na plataforma digital," afirmou Black. "A mídia digital substituirá as revistas impressas que todos nós conhecemos e amamos? Durante a minha carreira – não. Mas daqui a 25 anos, quem sabe?”

"Inspiração, beleza, inteligência e serviço e a fomentação de relacionamentos que temos como um produto impresso...sinto que a Internet ainda não é capaz de reproduzir isso mas podemos todos conviver no mesmo ambiente.”

A Hearst acabou de lançar uma nova revista impressa nos Estados Unidos, que está indo muito bem. The Food Network é uma revista mensal feita em conjunto com o canal de televisão a cabo homônimo. As duas edições de teste foram um sucesso, gerando 650,000 assinantes e 62 páginas de anúncios pagos.

Black, com sua experiência em vendas, pediu à todos assistindo a sua palestra para que fossem até as agências de publicidade vender o futuro das revistas, a fim de evitar que o mercado editorial de revistas seja atingido pela desanimo em relação ao futuro, que afeta os jornais nos Estados Unidos.

Roberto Civita, presidente e editor chefe do Grupo Abril (Brasil) acredita que as pessoas continuarão a ler revistas nos próximos anos e que a plataforma onde elas lêem o conteúdo é irrelevante, o que importa é o conteúdo editorial. Civita afirmou: "Insisto que iremos acabar cobrando pelo nosso conteúdo onde quer que seja possível.” Para ele, as receitas das revistas digitais devem ser geradas tanto pelos leitores como pelos anunciantes.

Civita foi bastante persuasivo em relação às vantagens da plataforma digital e das revistas online.

“Temos que atrair nossos leitores para interagir com nossas publicações e explorar áreas específicas da nossa especialidade, o que não é possível somente com o nosso produto na versão em papel.”

“A dimensão eletrônica adiciona ao que nós fazemos.”

Ele listou algumas áreas em que as revistas oferecem informação mais completas do que qualquer outro tipo de mídia como: noivas e bebês, condicionamento físico, política e assuntos do coração. Além disso, Civita defendeu os sites de conteúdo enriquecido, como vídeos e blogs, que é algo que as revistas não oferecem. “O conteúdo estático já não é mais suficiente.”

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