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  O 37º FIPP World Magazine Congress atrai mais de 900 participantes a Londres

SEGUNDO DIA

O segundo dia do Congresso da FIPP começa com apresentações do Google e da Virgin Galactic
Os participantes do Congresso da FIPP começaram o segundo dia do evento ouvindo que o maior desafio do setor no momento é descobrir como fazer com que seus produtos digitais atinjam o mesmo nível de viabilidade econômica de seus produtos impressos. Isso foi colocado por Matt Brittin, diretor do Google britânico, que também afirmou que “todo mundo é um publisher hoje em dia.” Brittin estava se referindo as diferentes possibilidades que os usuários atualmente tem de se envolver com o conteúdo digital, como blogs e vídeos. Ele afirmou que o Google busca tornar a monetização digital uma “realidade” para publishers e disse que as empresas bem sucedidas sobreviverão se tiverem discernimento, agilidade, eficiência e ritmo. “Continue aumentando o nível de engajamento no seu site e reaja diante de qualquer mudança no comportamento”, disse Brittin. 

O diretor do Google GB disse que o site envia cerca de um bilhão de cliques todo mês para websites de revistas e que o site de buscas gostaria de auxiliar os negócios de conteúdo digital a construir um público e achar novas maneiras de ganhar dinheiro online.
Segundo Brittin, o número de buscas no Google por “revistas” aumentou em 225% desde 2005 e as buscas por “tablóides e revistas femininas” aumentaram em 458%. E
Ele também prometeu trabalhar junto com as editoras para que aumentar as suas receitas digitais e diminuir a disparidade entre as receitas publicitárias da mídia impressa e da mídia digital.

“Somos uma empresa de tecnologia e não de mídia. Somos gerenciados por um time de cientistas e tecnólogos. Nosso foco está em entender como as pessoas utilizam a tecnologia para encontrar o que querem e também ajudar em ajudar os publishers a ganhar dinheiro online.”, afirmou Brittin.
Eficiência foi a principal palavra para o próximo palestrante do dia, Will Whitehorn, presidente da Virgin Galactic (GB). Ele mencionou que a maioria das grandes inovações aconteceram durante épocas de crise. De acordo com Whitehorn, as principais inovações da Virgin aconteceram em épocas de vacas magras. Ele disse que a mudança climática impactará de maneira significativa a maneira como os negócios se desenvolvem e os publishers devem ser cada vez mais prolíficos em relação aos investimentos físicos nos produtos para obter sucesso. De acordo com Whitehorn: “Os vencedores serão aqueles que compreendem o fato de que ser “carbono eficiente” é algo crucial. Você não sobreviverá comprando árvores para seus clientes para compensar o fato de eles estarem comprando papel.”

Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14841
http://www.guardian.co.uk/media/2009/may/06/google-matt-brittin

As principais revistas britânicas falam sobre excelência editorial no Congresso FIPP
Editores de três das principais revistas britânicas debateram sobre como manter a excelência editorial em um painel no Congresso da FIPP hoje. Jane Bruton, editora chefe da revista Grazia (GB), descreveu aos participantes como a revista, lançada no mercado em 2005, se tornou um grande sucesso, contrariando todas as expectativas. “Assumir riscos está em nosso DNA e precisamos continuar fazendo isso”, disse Brutton. Ela falou sobre as diferenças entre a versão britânica e a versão italiana da revista a fim de se adequar a públicos diferentes. Brutton também ofereceu um insight em como a tecnologia ajudou a revista prosperar tanto na Internet como em plataformas móveis para se aproximar dos seus leitores. 

Gillian Carter, diretora editorial da BBC Worldwide (GB), falou sobre o sucesso da revista Good Food, no mercado há 20 anos, que mergulhou no mundo digital para satisfazer seus leitores. Mais de 7,000 assinaturas da revista foram vendidas através de seu website, prova de que as duas plataformas andam juntas.

Dylan Jones, editor da revista GQ, falou sobre como a Internet “ofereceu grandes oportunidades que nós aproveitamos com bastante entusiasmo.” De acordo com Jones, a Internet não modificou a postura editorial da revista e que o desafio foi replicar a qualidade e o luxo do título em uma plataforma online. “Acho que descobrimos os caminho das pedras.”, disse Jones.
Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14842


Conquistando o espaço digital no Congresso da FIPP
A adoção de novas tecnologias disponíveis para editoras de revistas foi um dos recados dados durante uma sessão, cujo tema abordava a conquista do espaço digital, no Congresso da FIPP . Hugo Shong, sócio fundador da IDGVC Partners (China) disse que “devemos ser mais proativos na utilização das tecnologias disponíveis” e que o conteúdo móvel é muito grande na China, com 100 milhões de usuários de telefonia celular no país.
Dider Quillot, CEO da Lagardère Active, estima que as receitas de publicidade não retornarão ao patamar em que se encontravam antes, e que os publishers devem reinventar novos modelos de negócio para sobreviver. Ele sugeriu que os publishers devem se concentrar no desenvolvimento e na alocação de recursos para os seus principais títulos e investir nas extensões das marcas.

Jim Spanfeller, presidente e CEO da Forbes Media (EUA) disse que apesar de não ser fácil, a Forbes trabalha de uma maneira interativa que também gera receitas. A empresa pensa de modo agnóstico em relação a plataformas. O título está presente em plataformas diferentes, que fornecem experiências e conteúdos distintos para os leitores.
Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14843

Presidente da Condé Nast International defende as revistas impressas no Congresso da FIPP

“Para aqueles que acreditam que o papel e a impressão irão desaparecer, só tenho uma palavra: besteira.” Essas foram as palavras do presidente da Condé Nast International, Jonathan Newhouse, ontem a tarde no Congresso da FIPP.
Newhouse disse que as coisas certamente mudarão em relação ao futuro das revistas e que atenção também será dada a outras áreas como plataformas móveis e online. No entanto, ele afirmou que as revistas “nunca deixam de se conectar ao mercado de cultura onde elas são lançadas”. Para o presidente da editora que conta com publicações como Vogue, Vanity Fair e Tatler em seu portfólio, “o prazer de segurar o mundo em suas mãos, o prazer oferecido pelas sensações táticas das páginas, isso nunca será substituído.”

Newhouse afirmou não ser correta a afirmação de que os jovens não se interessam mais por revistas. Cerca de 40% dos leitores da revista Glamour, editada pela Condé Nast, por exemplo, tem entre 15 e 24 anos de idade.

Newhouse previu que as revistas impressas também estarão disponíveis em “aparelhos eletrônicos leves” como o Kindle, produzido pela Amazon. Ele se referiu a plataforma móvel como a “irmãzinha da Internet” e que essa plataforma será tão ou até mais importante do que o computador.

De acordo com Newhouse, mesmo em um mundo digital, as pessoas recorrem aos sites de revistas como Vogue.com para notícias do mundo da moda ou Runner’s World, para informações sobre corridas, ao invés de sites independentes.

"Os anunciantes, diante de um número excessivo de websites, preferem os websites de revistas, pois eles os vêem como um porto seguro com garantia de qualidade,” disse ele.
Newhouse admitiu que as coisas andam difíceis, principalmente porque os consumidores tem uma gama maior de escolhas portanto “algumas revistas podem sofrer com isso e conseqüentemente, jogar a toalha”.

Seu conselho foi simples. “Qual é a resposta? Faça uma ótima revista. É fácil falar, mas difícil fazer. Mas as coisas são assim.”

"Ame seus leitores e anunciantes e eles amarão você de volta.”

"O futuro será dourado e se você ama nossas revistas, você pode tornar isso uma realidade.”

O presidente da Condé Nast International também afirmou que as editoras que não desenvolverem conteúdo para plataformas móveis estarão se arriscando.

Fonte: http://www.fipp.com/Default.aspx?PageIndex=2002&ItemId=14846
http://www.guardian.co.uk/media/organgrinder/2009/may/06/conde-nast-magazines

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